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27 de November de 2019, 17:48h

Matemática ganha um dia para chamar de seu: 14 de março

“Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”, disse William Shakespeare. A matemática é uma delas. Quem a estuda sabe que ela está em tudo: no GPS (Sistema de Posicionamento Global), no planejamento de sistemas econômicos e sociais, no processamento de tomografias e ressonância magnética e até mesmo em atividades cotidianas da vida humana, como na música e na arte. Com tamanha onipresença, já estava mais que na hora de ela ganhar seu própria dia. 

A UNESCO oficializou, nesta terça-feira (26), o Dia Internacional da Matemática (IDM, na sigla em inglês) em 14 de março. Liderado pela União Internacional de Matemática (IMU, na sigla em inglês), o projeto incentiva escolas, universidades e outras instituições a aproveitarem a data para criar eventos e atividades que mostrem a importância da matemática para os estudantes e para a sociedade.

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O dia 14 de março, escrito como 3/14 no padrão americano, já era conhecida como o Dia do Pi (π), constante matemática que começa com 3,14159265359…  e tem outros infinitos dígitos na sequência. 

Um site oficial da comemoração foi criado para que matemáticos possam cadastrar as atividades que serão promovidas. Para animar as festividades e estimular a criatividade, a organização vai anunciar a cada ano um novo tema para embalar a data. Na primeira edição, em 2020, o tema é “A Matemática está em Tudo”.

E já tem evento marcado no Brasil. O Centro Universitário Maria Antonia, em São Paulo, receberá a exposição Matemateca, que ficará aberta ao público durante todo o mês de março de 2020. Jogo da velha tridimensional, obras que representam superfícies estranhas, disputas com dados não convencionais, experimentos estatísticos e labirintos estão entre as atrações da exposição.

Diante de um cenário mundial de baixa inserção de mulheres nas ciências exatas, o projeto também incentiva que, na data, sejam relembradas as trajetórias e contribuições de  contribuições de matemáticas como Hipátia de Alexandria (c. 355-415) e Maryam Mirzakhani (1977-2017) para a área, estimulando uma nova geração de meninas a explorarem os números.

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