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27 de novembro de 2019, 10:21h

O que são, afinal, criptomoedas? Veja na coluna de Marcelo Viana

Foto: Jack Guez/ AFP

Reprodução da coluna de Marcelo Viana, na Folha de S.Paulo

Tão logo o desenvolvimento da agricultura e da tecnologia permitiu a produção de excedentes, as sociedades humanas começaram a permutar bens, trocando o que têm em excesso por aquilo de que carecem. 

Inicialmente usamos a troca direta, mas isso é muito ineficiente: na maioria das vezes em que duas partes se encontram, o que uma tem a oferecer não interessa à outra. Para resolver esse problema, inventamos uma de nossas ficções mais influentes e estranhas: o dinheiro.

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Dinheiro pode assumir formas diversas pelo mundo: conchas, sementes, sal (de onde acha que vem a palavra “salário”?), plaquinhas de metal, pedaços de papel, até bits digitais. 

Ao longo da história acreditou-se que moedas valiam o metal com que eram feitas e, mais tarde, que papel-moeda tinha que estar lastreado em reservas de ouro ou prata, de modo que qualquer um pudesse trocar suas notas pelo valor em metal quando desejasse. Essa ilusão evaporou no início do século 20: dinheiro não precisa ter valor em si mesmo.

Mas é absolutamente necessário que seja confiável: o que confere valor ao dinheiro é a confiança dos usuários de que poderão convertê-lo em bens valiosos quando desejarem. É por isso que a falsificação e outros atentados à integridade da moeda são punidos com tanta severidade, e que o funcionamento do dinheiro sempre exigiu a existência de autoridades emissoras e reguladoras (bancos centrais). Isso está mudando, e o mundo financeiro nunca mais será o mesmo.

Em novembro de 2008, foi publicado na internet um artigo em que uma misteriosa pessoa ou entidade, autonomeada Satoshi Nakamoto, apresentava um novo tipo de moeda, com características revolucionárias: a bitcoin. A bitcoin é um exemplo de criptomoeda, pois não tem suporte físico, consiste meramente de informação mantida na nuvem. Muitas outras surgiram posteriormente e se popularizaram rapidamente.

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