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16/03/2022

‘Clima colaborativo’ marca a pós do IMPA, destacam alunos

Respeitado pela produção científica de excelência no Brasil e no mundo, o IMPA oferece aos pós-graduandos um clima “agradável” e “colaborativo”, destacaram os alunos do instituto em live realizada nesta terça-feira (15). A conversa “IMPA 70 anos: conheça a nossa pós-graduação” reuniu os pós-graduandos Hallison Paz, Ana Carolina Mançur e João Vitor Romano para um bate-papo sobre suas experiências com o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana. Clique
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Doutoranda na área de geometria simplética, Ana Carolina conheceu o IMPA no Programa de Verão de 2016 e, desde o início, percebeu a contribuição entre pesquisadores e alunos como um diferencial do instituto. “Quando cheguei ao IMPA foi uma surpresa gigantesca! Me surpreendi com a estrutura do instituto, que é um ambiente muito agradável para se trabalhar, mas também com o clima colaborativo entre os alunos participantes do curso. A partir daquele momento, sabia que queria ser aluna do IMPA”, comentou.

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Entre os atrativos dos programas de mestrado e doutorado do IMPA, estão o ambiente agradável e tranquilo do campus e a pluralidade das linhas de pesquisa, ressaltou o pesquisador e gerente de ensino da pós-graduação, Henrique Bursztyn. Em participação especial por vídeo, Bursztyn falou também da relação amigável entre mestrandos e doutorandos. “Os alunos de pós-graduação do IMPA têm uma associação que organiza eventos culturais e atividades esportivas que complementam a experiência acadêmica no instituto”, contou.

Hallison Paz, doutorando do Visgraf (Laboratório de Computação Gráfica do IMPA) e co-criador do canal de YouTube Programação Dinâmica, enfatizou a importância de conhecimentos avançados da matemática para a computação gráfica e comentou que a inovação é ponto de partida para o desenvolvimento da pesquisa do Visgraf. “O Visgraf tem trabalhado em diversas fronteiras de novas mídias, inclusive em coisas que nem imaginamos que vão surgir. Tem projetos que deixariam as pessoas maravilhadas se pudessem conhecer”, comentou doutorando, que destacou o ‘The Tempest’, experimento que une realidade virtual, cinema, teatro e tecnologia de jogos.

Viana destacou que o rigor na seleção dos alunos permite que os mestrandos e doutorandos aprovados possam desfrutar da estrutura do instituto e “fazer matemática” com excelência. O diretor-geral do IMPA explicou que a seleção é feita a partir de um processo que não busca comparar os candidatos, mas avaliar cada um em suas habilidades. 

“O candidato envia o seu dossiê, que é analisado pela comissão de ensino. Pelo menos três desta comissão se debruçam sobre esse material e é um processo difícil e competitivo. Recebemos estudantes com todo o tipo de perfil, então buscamos não fazer uma comparação. Não funcionamos com um número fixo de vagas. Analisamos caso a caso”, contou Viana. 

O mestrando em finanças João Vitor Romano é outro aluno do instituto que optou pelo estudo da matemática aplicada. No Centro Pi, ele participou de um projeto com a empresa de pagamentos Stone sobre concessão de crédito para pessoas jurídicas, além de atuar no projeto com a Dasa, que desenvolveu um algoritmo capaz de estimar com grande precisão o volume de fluido amniótico.

“Sempre gostei de trabalhar em problemas concretos e reais, mas sem dúvida o IMPA impulsionou isso. O Centro Pi é um dos maiores exemplos de trabalhos nesta linha, onde participei de dois projetos nos quais procuramos resolver problemas práticos da indústria, realizando pesquisas simultaneamente. Na minha opinião essa é a aliança perfeita entre pesquisa e aplicação e, seja você um aluno de perfil mais teórico ou prático, são projetos em que todo mundo pode aprender muito”, comentou.

IMPA 70 anos

A transmissão faz parte de uma série de atividades que o IMPA está lançando para comemorar os seus 70 anos, que serão completados em 15 de outubro de 2022. Em diferentes formatos — reportagens, vídeos, lives, eventos, posts e enquetes —, o IMPA aborda os pontos mais marcantes da atuação do instituto ao longo dos próximos meses. Costurando passado, presente e futuro, cada mês terá um tema principal, definido por marcos temporais da instituição. 

As festividades se encerram com uma conferência internacional, realizada entre 17 e 21 de outubro de 2022, que reunirá renomados pesquisadores de todo o mundo.

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