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6 de October de 2017, 09:41h

Animais têm sentido do número, mas só a humanidade conta

 Foto: Reprodução/Folha

 

No grande clássico “Número, a linguagem da ciência”, publicado pela primeira vez em 1930, o historiador da matemática Tobias Dantzig (1884 – 1956) conta o seguinte episódio.

Um proprietário estava determinado a matar um corvo que fizera o ninho numa torre da sua casa. O problema é que de cada vez que entrava na torre o pássaro fugia, ficava observando e só voltava depois que o homem saía da torre.

O dono recorreu a um estratagema: entraram dois homens juntos na torre e só saiu um. Mas o pássaro não se deixou enganar: só voltou ao ninho depois que o segundo homem saiu. Nos dias seguintes repetiram o truque, sucessivamente com dois, três e até quatro homens, mas sempre sem sucesso.

Finalmente, entraram cinco homens na torre e saíram quatro. Dessa vez deu certo: incapaz de distinguir entre quatro e cinco o corvo voltou ao ninho.

Existem outras evidências de que algumas espécies de animais têm um “sentido do número”. Dantzig também menciona um inseto, a vespa solitária, que põe os ovos em células individuais nas quais armazena, para cada ovo, lagartas vivas que servirão de alimento ao recém-nascido.

O que é notável é que o número de lagartas em cada célula é sempre exatamente o mesmo, embora varie segundo a espécie da vespa: algumas espécies colocam 5 lagartas em cada célula, outras 12, algumas chegam a colocar 24.

 

Para ler o texto na íntegra acesse o site do jornal: 

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloviana/2017/10/1924740-outros-animais-tem-o-sentido-do-numero-mas-so-a-humanidade-conta.shtml

 

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