Projeto sustentável

O projeto do novo campus foi integralmente concebido para colaborar com a solução de problemas ambientais, desde a escolha de materiais mais leves e de baixo impacto construtivo ao uso racional de água e à gestão de eficiência energética. 

Energia Solar

O sistema fotovoltaico projetado para a edificação consiste em painéis de captação da luz solar e inversores para conversão em energia elétrica. Por estar conectado à rede elétrica, o sistema dispensa o uso de baterias com materiais pesados, pois a própria rede compensará a intermitência da geração. A capacidade projetada de geração de energia elétrica mensal é de 26.308,3 kWh.

Captação e reúso de águas pluviais

A drenagem das águas pluviais projetada para o novo campus consiste em um robusto sistema de captação e condução controlada para a rede pública, além de reúso das águas provenientes das coberturas das edificações conforme legislação ambiental.

O sistema de captação contempla uma bacia de retenção das águas em um local já existente que, com a construção de muros estruturados e vertedouro, formará um lago com capacidade de acúmulo de 500 mil litros de água. Sistemas de canaletas e escadas hidráulicas formarão um cinturão de proteção no entorno das residências vizinhas ao terreno.

A rede pública de drenagem também será contemplada no projeto, sendo redimensionada para suportar os recentes volumes de chuva registrados, com deságue no Rio dos Macacos dentro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em ponto abaixo de todas as residências ali existentes. A rede atenderá à demanda do projeto, da Rua Barão de Oliveira Castro, além de trecho da Rua Pacheco Leão.

Implantação do novo campus

A escolha de localização das edificações na inflexão do vale existente no terreno, área de menor declividade de toda a propriedade, permitirá uma menor adequação do relevo em cortes e aterros. Construídas sobre pilotis e no sentido transversal à rua, as edificações serão implantadas de forma escalonada em relação ao terreno, criando fachadas que se movimentam em vários níveis, mantendo fluxo para fauna local.

Utilizando uma metodologia construtiva com menor potencial de geração de resíduos de construção civil, as edificações serão erguidas em estruturas metálicas, com fechamentos em placas cimentícias e acabamentos mais leves.

As coberturas das edificações serão intercaladas entre placas fotovoltaicas e jardins nas partes mais altas, de modo que a vista aérea das edificações se confunda com a mata ao redor. Os jardins de cobertura também fazem parte do estudo de conforto térmico para o interior das edificações, permitindo redução da necessidade de climatização artificial e, consequentemente, do consumo de energia elétrica.

Compensação ambiental

Conforme previsto no processo de licenciamento, o IMPA fará a compensação ambiental plantando 16,5 vezes o número de árvores a serem eventualmente retiradas. As mudas serão de espécies nativas da Mata Atlântica.

Com a compensação, haverá o enriquecimento florestal, em razão da retirada de espécies exóticas (jaqueiras) e do plantio de diversas espécies nativas, que vão contribuir para a proliferação da diversidade da fauna e da flora.