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13 de setembro de 2019, 16:18h

'Sem ciência pura não se faz ciência aplicada', diz Ramos

O pesquisador do IMPA Vinicius Ramos foi o entrevistado desta semana na série “Cientistas do Brasil que você precisa conhecer” do Nexo Jornal. Na entrevista, o matemático falou sobre a rotina de pesquisa, a trajetória acadêmica, o apoio do Instituto Serrapilheira, o campo da Matemática ao qual tem se debruçado e os desafios enfrentados pelos cientistas nacionais no atual contexto do país. 

Quando questionado sobre a aplicação prática de seu projeto, Ramos comentou sobre o valor da ciência pura para a sociedade. “Se você for ver os últimos 100 anos da Matemática pura, vai perceber que ela é extremamente aplicável. Se não fosse a Matemática pura do século 19 e início do 20, a gente não teria a física quântica e a relatividade, e consequentemente não teria satélite, GPS, celular. Se você parar de fazer ciência pura, rapidinho você chega num ponto em que não consegue mais fazer ciência aplicada”, afirmou. 

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Reprodução da entrevista do Nexo Jornal:

‘Se você parar de fazer ciência pura, não consegue mais fazer ciência aplicada’
12 Set 2019

Acostumado a passar a maior parte do tempo do lado de dentro de sua cabeça, resolvendo problemas que a maioria dos mortais não consegue nem entender, o matemático Vinicius Ramos, do Impa, fala da dificuldade de evitar distrações nos dias de hoje, dos smartphones aos cortes do governo Para chegar ao Instituto de Matemática Pura e Aplicada, o Impa, é preciso subir as montanhas verdes atrás do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O lindo prédio modernista fica encaixado na exuberância da Floresta da Tijuca, que provê de sombra e vistas um dos melhores institutos de Matemática do mundo. Foi lá que encontrei Vinicius Ramos, numa sala onde há uma mesa, um computador e duas lousas — um quadro branco e outro negro —, tudo de que um matemático puro precisa para trabalhar.

Vinicius me ensinou que subir montanhas — em sentido figurado — é o único jeito de fazer matemática séria. Como um montanhista, um matemático de ponta precisa de paciência para subir rumo aos problemas mais difíceis e desprendimento para suportar a solidão lá em cima. Ele, por exemplo, não consegue explicar sua pesquisa nem para a própria esposa: “tem umas 50 pessoas no mundo que poderiam ler um artigo que eu escrevo”. Definitivamente, não estou entre elas.

Vinicius é um dos destaques emergentes do Impa, a instituição que formou também Artur Avila, vencedor do maior prêmio da matemática do mundo, a Medalha Fields, em 2014. O Impa é caso raro de instituição brasileira de pesquisa que não fica muito a dever a nenhuma outra, em nenhum lugar do mundo. Beneficiando-se dos custos relativamente baixos de fazer matemática e de uma tradição de professores dedicados à excelência e ao ensino, o instituto atrai talentos de todo o planeta — metade dos seus pesquisadores é estrangeira. Agora, pela primeira vez, o Impa, que depende de dinheiro federal, vê-se diante de uma ameaça grave de crise financeira. Numa tarde de tempestade sobre a mata atlântica lá fora, falamos de abstração e realidade, ciência pura e aplicação e sobre como um matemático gasta R$ 1 milhão.

Cientistas do Brasil
Quem: Vinicius Ramos, 30 anos
O quê: matemático, pesquisa bilhares e a geometria de um espaço onde as coisas se movem
Onde: no Instituto de Matemática Pura e Aplicada, na beira da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro
Como: passando muito tempo dentro de sua própria cabeça, diante de um quadro negro

Estou começando todas essas entrevistas com a mesma pergunta. Quero saber o que é que você quer descobrir, na sua carreira.
VINICIUS RAMOS Tá. Eu vou ver se consigo responder [risos]. Na matemática, os problemas são muito abstratos e você não sabe se o que você acha é verdade ou não, então é difícil imaginar o futuro. Mas eu tenho sim alguns grandes sonhos. Um deles tem a ver com bilhares — em matemática, bilhares são trajetórias, como por exemplo um feixe de luz que reflete em espelhos nas bordas de um espaço, ou uma bola de sinuca que vai batendo nas beiradas da mesa e nas outras bolas. Eu gostaria de tentar resolver problemas em aberto nessa área, dos bilhares, usando a minha especialidade, que é a geometria simplética. A geometria simplética é bem abstrata, bem complicada de explicar, mas tem a ver com entender a geometria de um espaço onde acontece um movimento — levando em conta ao mesmo tempo a posição e a velocidade desse deslocamento. A minha pesquisa tem sido na direção de entender o que a teoria dos bilhares pode dizer para a geometria simplética, mas meu projeto agora é ir na direção contrária: o que a geometria simplética, uma coisa muito abstrata, pode dizer para a dinâmica dos bilhares, uma coisa totalmente concreta.

Deixa eu fazer uma pergunta então que imagino que seja a que os matemáticos mais odeiam: para quê?
VINICIUS RAMOS [Risos] Eu acho que é uma pergunta válida e que me fazem sempre. Mas a resposta não é diferente daquela que muitos cientistas de coisas aplicadas dariam: você não faz ciência, pesquisa, apenas para gerar um valor diretamente — uma tecnologia, a cura de uma doença. Você faz pesquisa para entender alguma coisa. O objetivo é a compreensão, é o conhecimento. Na matemática pura, a gente faz perguntas porque quer entender alguma coisa. Depois que a gente consegue entender, não cabe mais a nós decidir se essa descoberta vai se traduzir numa tecnologia nova ou não. No final das contas, se você for ver os últimos 100 anos da matemática pura, vai perceber que ela é extremamente aplicável. Se não fosse a matemática pura do século 19 e início do 20, a gente não teria a física quântica e a relatividade, e consequentemente não teria satélite, GPS, celular. Se você parar de fazer ciência pura, rapidinho você chega num ponto em que não consegue mais fazer ciência aplicada.

Mas você não fica pensando na aplicação de tudo?
VINICIUS RAMOS Não. Eu não fico pensando nos problemas da vida real e na matemática que eu preciso para resolvê-los: eu penso na matemática e nos problemas da matemática — de uma área muito específica da matemática.

De onde você vem?
VINICIUS RAMOS Sou carioca, cresci no Rio. Venho de uma família bem típica, bem classe média. Minha mãe veio do subúrbio, do grande Méier. Meu pai veio do interior do Espírito Santo e cresceu nas redondezas do [morro do] Alemão, na fronteira do subúrbio com a favela. Ele é dentista, ela era funcionária do Banco do Brasil, tiveram alguma condição, antes de eu nascer mudaram para a Tijuca, onde eu nasci, filho único. Dei a sorte de estudar no Colégio de Aplicação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que é um colégio público muito bom — uma das poucas escolas públicas federais. Sempre tive tudo de que precisei, mas nunca mais. E sempre gostei muito de matemática. Até comecei cedo na UFRJ — tive um professor que me convidou para ir lá durante o ensino médio.

Quantos anos você tinha?
VINICIUS RAMOS Comecei na UFRJ com 14. As escolas brasileiras, como são de meio turno, dão muita flexibilidade. Eu ia de manhã à escola e de tarde tem que inventar alguma coisa para fazer, né?

E você fazia isso porque era divertido para você ou porque você estava pensando na sua carreira de matemático?
VINICIUS RAMOS Não, porque eu gostava. Eu fazia outras coisas também — música, esporte —, mas fazia matemática, porque gostava e a do colégio era muito fácil para mim. Eu não quero enfatizar demais essa parte porque acho que tem muito adolescente que acaba entrando nessa de começar cedo e nem sempre dá certo. No meu caso, deu.

Mas tem mesmo um padrão, não tem? Os talentos matemáticos costumam se expressar muito cedo.
VINICIUS RAMOS Sim. Mas acontece que muitos talentos matemáticos que se expressam cedo no final não têm fôlego para se tornar um matemático sério, que faz pesquisa séria. E tem muitos matemáticos sérios que não mostraram tanto talento tão novos. Isso acaba colocando muita pressão num adolescente de 15 anos, que às vezes é bom em matemática, mas não quer tomar a decisão de ser um matemático. É interessante dar o gostinho da matemática para quem tem o interesse, mas não forçar nada. Acho que é bom a pessoa fazer o que ela quiser, se ela quiser — que não seja por pressão de ser o melhor de todos, por desejo dos pais.

E você começou a faculdade aos 14?
VINICIUS RAMOS Não, oficialmente comecei com 16. O mestrado na UFRJ, no caso.

Ah, você foi direto para o mestrado?
VINICIUS RAMOS É. Graduação é mais burocrático, tem todas as regras do MEC. Mas no Mestrado o coordenador pode deixar você se inscrever. Isso não é incomum em matemática. Aqui no Impa isso de trazer jovens sem graduação é feito há muito tempo. Depois eu quis fazer um doutorado fora do Brasil e fui para Berkeley, na Califórnia [Universidade da Califórnia], que é um ótimo lugar, onde tem muita coisa acontecendo culturalmente. Lá eu fiquei um bom tempo, aproveitei bastante. Quando cheguei lá não tinha a menor ideia do que eu ia estudar. Experimentei muitas coisas diferentes e acabei parando em geometria simplética. Achei um professor de quem gostei muito e fui para essa área.

Você terminou o Mestrado com quantos anos?
VINICIUS RAMOS Com 18. E o doutorado com 24.

E lá você virou um especialista em geometria simplética. Essa vai ser sua área pelo resto da carreira?
VINICIUS RAMOS Eu acredito que sim. Claro que você tem áreas que esgotam, e aí, para continuar produzindo, você tem que entrar para outras. Mas acho que vou ficar sempre na geometria de alguma forma. Acredito que a geometria simplética é grande o suficiente para render minha vida toda. É uma área relativamente nova que está se desenvolvendo muito.

Qual é o tamanho da comunidade da geometria simplética?
VINICIUS RAMOS Eu diria que, de pessoas ativas mesmo, menos de 500 pessoas. Pessoas que iriam a uma mesma conferência, que ouviriam uma palestra minha, talvez umas 200. Pessoas na minha área mesmo — que têm interesse no que eu faço, que poderiam ler um artigo que escrevo, eu diria que umas 50.

E seus artigos não são mesmo acessíveis a mais do que 50 pessoas?
VINICIUS RAMOS Não. E isso é comum na matemática. Poucas pessoas fazem artigos que possam ser lidos por muita gente.

E aí alguns matemáticos conseguem unificar áreas e falar com um pouquinho mais de gente?
VINICIUS RAMOS Sim, se eu conseguir realizar esse meu projeto de juntar bilhares com geometria simplética, talvez esses artigos tenham uma inserção maior, interessem a mais gente.

Bom, eu tentei ler seus artigos e claramente não estou nem perto de ser um desses 50. A maioria dos cientistas que tenho entrevistado, eu leio os papers, e pelo menos consigo entender o que o sujeito faz…
VINICIUS RAMOS Pois é. A matemática é como uma cadeia de montanhas. É como se você tivesse que escalar o Himalaia inteiro e lá no topo é que estão os problemas. Se você não subir essa montanha, você não consegue nem ver o que precisa ser explorado, onde estão os lagos e as trilhas. Então é muito difícil para uma pessoa de fora entender o que eu faço.

E você passa boa parte do seu tempo vivendo num mundo abstrato. É muito frustrante não conseguir explicar esse mundo?
VINICIUS RAMOS Sim, é o mais frustrante. É muito difícil conversar sobre o que eu faço com outras pessoas. Para minha esposa, por exemplo, eu não consigo explicar. Ela tem ideia dos nomes que eu uso, das “buzzwords”, as palavras-chave, mas não tem como entender. Ela me pergunta o que fiz hoje, digo que trabalhei no projeto com fulano, mas não dá para discutir o que fizemos. Isso é um pouco frustrante. Mas a matemática é tão bonita e interessante que tudo bem.

Bom, você acabou de ganhar um prêmio. O Instituto Serrapilheira vai te dar R$ 1 milhão para desenvolver um projeto. Como é que você vai gastar?
VINICIUS RAMOS É muito dinheiro, para uma pesquisa que não requer equipamento. Vou usar contratando gente — pelo menos um pós-doc para trabalhar comigo e desenvolver sua pesquisa também, aqui no Brasil. Vou comprar equipamento — talvez um computador para essa pessoa —, viajar para conferências. O mais importante é trazer pessoas para cá. Matemática é muito colaborativa e é muito raro em qualquer lugar do mundo haver uma equipe local de uma área, porque as comunidades são muito pequenas, acaba que cada um fica em uma universidade diferente. Eu colaboro com meu orientador, em Berkeley, tenho outros colaboradores em Santa Cruz, Califórnia, na França, em Israel. As redes de colaboração são muito internacionais, então, para o progresso da pesquisa, você precisa ficar viajando.

E aí cada um tem um quadro negro como este seu aqui, o colaborador vem visitar e fica rabiscando junto?
VINICIUS RAMOS Exatamente. Claro que hoje em dia a gente faz muita reunião por skype — tenho uma por semana com meus colaboradores. Mas não substitui. Quando meu colaborador da Alemanha veio e passou uma semana comigo na minha sala, a gente avançou muito.

Com esse dinheiro, você vai conseguir contratar alguém por alguns anos, não?

VINICIUS RAMOS Sim, por pelo menos dois anos, e com um salário competitivo. Devo contratar alguém de fora — a área é muito pequena no Brasil —, saindo do doutorado. O normal na matemática é terminar o doutorado, fazer um ou dois pós-doutorados, até ter um emprego permanente como professor. Tem um site chamado Math Jobs, vou colocar um anúncio lá. O salário é o que a Capes define para “pós-doutorado de excelência”, que é razoavelmente competitivo com o que eles teriam na Europa.

Quanto é?
VINICIUS RAMOS Na faixa de R$ 8.000. É ótimo para o Brasil, mas, se converte para dólar, não é muito atraente para quem está nos Estados Unidos. Se você oferecer o salário definido pelo CNPq, de doutorado, que não é atualizado há muitos anos — R$ 4.100 — é muito difícil conseguir alguém.

Você passou um bom tempo morando na Califórnia e voltou para o Brasil. Por que voltou?

VINICIUS RAMOS Eu gosto do Brasil, gosto muito da ideia de contribuir para a ciência brasileira. E o Impa também é um lugar maravilhoso. Minha esposa é americana, então às vezes é um pouco difícil para ela, longe da família. Então sempre volta a questão se vamos voltar para lá um dia. A gente não sabe o que vai acontecer com a ciência no Brasil, muitas fontes estão se esgotando. Eu tenho o Serrapilheira, só que não adianta ter dinheiro se nenhum dos meus colegas tiver nada, com os cortes no CNPq, na Capes, na Faperj.

E o Impa, que é um instituto federal?

VINICIUS RAMOS Parece que está com um orçamento contingenciado também, a tendência é de corte. É um instituto totalmente mantido pelo governo, muito vulnerável a mudanças no orçamento, como as universidades federais.

Você deve conhecer a maior parte dos matemáticos de ponta do Brasil. O que está acontecendo? Eles estão indo embora?
VINICIUS RAMOS Sim. Está tendo uma fuga de cérebros. Na minha área, por exemplo, antes de mim tinha três pessoas fazendo o tipo de geometria simplética que faço. Duas já foram embora, no último ano.

Tem também um discurso do Governo Federal de privilegiar o que tem aplicação prática. O alvo tem sido as ciências humanas, mas a crítica pode atingir a matemática pura também, né?
VINICIUS RAMOS A gente tem uma espécie de escudo que é a engenharia. A matemática parece que tem um status um pouco mais elevado, por causa das ciências aplicadas. Mas não é tão diferente das ciências humanas — nós também estamos interessados no conhecimento, independentemente das aplicações. Se tem um governo que não vê nenhum valor na ciência pura, isso afronta a matemática também.

Qual é a maior dificuldade de ser matemático?
VINICIUS RAMOS Para mim, é a solidão. Você trabalha muito sozinho, e sou uma pessoa que gosta de conversar.

E qual que é a melhor parte da profissão?
VINICIUS RAMOS A melhor parte é quando eu descubro uma coisa nova, inesperada.

Acontece muito?
VINICIUS RAMOS [Pensa] Não. Menos do que eu gostaria. Uma coisa surpreendente mesmo acontece no máximo duas vezes por ano. Recentemente teve uma. Eu estava em uma conferência, em Montreal, um colaborador me fez uma pergunta, comecei a pensar nela, no dia seguinte descobri uma coisa que eu realmente não esperava. Isso é um momento.

Essa pergunta não saiu da sua cabeça até o dia seguinte?
VINICIUS RAMOS Não saiu.

Está mais difícil ser matemático nos dias de hoje, com um celular no bolso?
VINICIUS RAMOS É uma faca de dois gumes. Por um lado você consegue pesquisar tudo e vê no mesmo dia toda nova matemática que sai. Você publica um artigo e no mesmo dia todo o campo lê. Antigamente você mandava carta. Por outro lado, é uma distração muito grande. Aprendi com meu orientador de doutorado que, para fazer matemática mesmo, tem que desligar o computador, ficar sem celular.

O que mudou entre a expectativa que você tinha quando entrou na matemática, adolescente, e o que você sabe hoje que é de verdade?
VINICIUS RAMOS Quando você é menor, você ouve falar sobre esses poucos matemáticos que viraram ícones mundiais, e acha que vai ganhar a Medalha Fields, vai ser o novo Artur Ávila. E claro que a maioria não é. E não tem problema que não seja, porque tem matemática para todo mundo. Você não precisa ser um medalhista Fields para fazer matemática interessante.

Algum conselho para quem odeia matemática ou para quem tem um filho que odeia?

VINICIUS RAMOS Eu acho que o primeiro conselho que eu daria para os pais é para não ficar falando mal da matemática. Quando o filho não entende uma coisa, não fale “isso para mim também é chato”. Se o filho está aprendendo, é uma oportunidade para os adultos aprenderem também. Não tentem olhar a resposta certa como objetivo da matemática, o processo é muito mais importante do que a resposta. É muito fácil ensinar matemática mal — como uma série de regras que você tem que seguir. O que tem que ser feito é ensinar crianças e adolescentes a pensarem. Não adianta ensinar as pessoas a manipularem símbolos se elas não entendem por que estão fazendo aquilo.

E algum conselho para alguém que quer seguir seu caminho e ser matemático?

VINICIUS RAMOS O conselho é estudar. É tentar aprender o máximo possível. Não tem um caminho mais curto — precisa subir a montanha, não tem helicóptero. É muito tempo sentado numa cadeira lendo.

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