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23 de julho de 2019, 16:06h

Revista Galileu aborda a participação feminina na ciência

Reprodução da Revista Galileu

Por Marília Marasciulo, Isabela Moreira, May Tanferri, Tomás Arthuzzi, Ina Ramos e Camila Rosa – Finalistas na categoria Divulgação Científica do Prêmio IMPA-SBM de Jornalismo 2019

Há cerca de 3,7 bilhões de mulheres no mundo, ou 49,56% da população do planeta. Na ciência, porém, elas não passam de 28%. A conta não fecha.

Segundo a Unesco, em 47% dis países não há nenhuma diferença de notas entre meninos e meninas na primeira série do Ensino Fundamental, e o percentual sobe para 67% no Ensino Médio. Os números para ciências em geral variam um pouco ao longo do ensino básico.

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O problema é que, em algum momento entre a escola e a vida profissional, as mulheres são escanteadas do ambiente científico. Mesmo as que seguem carreira na área enfrentam o desafio de se manter nela: uma pesquisa divulgada pela Catalyst mostrou que mulheres em indústrias científicas têm maior probabilidade de trocar de área do que os homens – 53% delas contra 31% deles.

“É quase uma praga. Se a menina é boa em matemática, é como se ela não fosse considerada mulher”, afirma a economista Hildete Pereira de Melo, professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense e pesquisadora de temas relacionados a gênero e trabalho. De acordo com o relatório Cracking the Code: Girls’ and Women’s Education in Science, Technology, Engineering and Mathematics de 2017, o autopreconceito é um dos maiores motivos para que as meninas desistam de carreiras nas ciências. Essa visão, no entanto, é influenciada por construções sociais que vêm de longa data e reforçam uma noção de que mulheres são menos aptas para a área.

Leia a matéria na íntegra aqui.

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