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28 de julho de 2019, 14:12h

Na revista Galileu, uma questão: para que serve o Nobel?

 

Reprodução da revista Galileu

Por Gabriel Justo, Giuliana de Toledo, Mayra Martins e Otávio Silveira – Finalistas na categoria Divulgação Científica do Prêmio IMPA-SBM de Jornalismo 2019

Todo ano, a Academia Real das Ciências da Suécia revela os vencedores do Prêmio Nobel, o maior e mais famoso reconhecimento internacional da área. Neste ano, seis pesquisadores (inclusive duas mulheres) entraram para o seleto grupo de acadêmicos laureados por, nas palavras da própria academia, terem conseguido alcançar “inovações pioneiras no campo da física do laser” e por terem “dirigido a evolução de enzimas” em laboratório.

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É assim desde 1901, quando Alfred Nobel teve o maior desejo do seu testamento realizado: a criação de um prêmio que reconhecesse o trabalho dos que mais tivessem contribuído com o desenvolvimento da humanidade. De uma família de investidores, o sueco criou a dinamite em 1866, aos 33 anos. O “pó de segurança para explodir”, usado até hoje na construção civil, era um aprimoramento da nitroglicerina, cujo inventor, o italiano Ascanio Sobrero, ele havia conhecido anos antes. A simples – porém sagaz – ideia de misturar líquido oleoso superinflamável a um material poroso, inerte e absorvente, formando uma massa explosiva, lhe rendeu uma fortuna que poucos tinham na época.

Em valores corrigidos para a atualidade, quase US$ 190 milhões foram destinados a uma fundação, que os aplica em títulos seguros e usa os rendimentos para agraciar os laureados. A vontade de Nobel, que também inventou a borracha sintética (essa mesma da sola do seu tênis), chocou a sociedade. Em um mundo ainda longe de ser globalizado e que ainda estava conhecendo o capitalismo, muitos julgaram-no um antinacionalista maluco que só queria jogar dinheiro pela janela. Como não havia o que fazer com a fortuna a não ser instituir o prêmio, ele foi criado. E a história acabou provando que o sueco estava, na realidade, pensando à frente do seu tempo.

Leia a reportagem na íntegra aqui.

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