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2 de agosto de 2019, 17:53h

Medalhistas da Matemática se destacam no  Colóquio


Quem esteve no IMPA durante o 32º Colóquio Brasileiro de Matemática certamente reparou nos jovens que lotaram corredores e auditórios. Mesmo que, em sua pluralidade de temas e palestras, o encontro tenha um perfil de público variado, foram os jovens matemáticos, ávidos por conhecimento, os mais notados. Ainda mais porque, neste ano, a sessão temática Olimpíadas atraiu destaques das competições juvenis de Matemática.

André Hisatsuga é um deles. Menção honrosa na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) de 2017 e bronze em 2018, o paulistano veio pela primeira vez ao Colóquio. E adorou.

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“Estou achando muito bom. Tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo em que a gente fica até incomodado de não poder aproveitar tudo”, afirmou o medalhista.

Aluno do quarto período de Matemática na Universidade de São Paulo (USP), André relata que a participação em competições nacionais e internacionais, como a Olimpíada de Matemática da Lusofonia e a Olimpíada Matemática do Cone Sul, foi fundamental para definir seus rumos acadêmicos.

“Eu não teria um décimo do conhecimento que tenho sobre Matemática se não tivesse participado desses campeonatos. Aprendi muita coisa com o conteúdo lecionado nas aulas de preparação e nas próprias provas”, disse André, que planeja se tornar um pesquisador da área.

A primeira vinda ao IMPA e ao Colóquio Brasileiro de Matemática também fez brilhar os olhos das trigêmeas Fabiola, Fábia e Fabiele Loterio. Nascidas em Santa Leopoldina (ES), elas tiveram desempenho expressivo em Olimpíadas Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), levando à estante da família um total de 14 medalhas.

Aos 19 anos, as jovens cursam Matemática na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e pretendem participar da Olimpíada Brasileira de Matemática de nível universitário.

“Com os estudos da faculdade, não dá mais para dedicar tanto tempo especificamente às competições. Mas adoro participar desse tipo de prova, porque os problemas são sempre desafiadores e não costumamos vê-los em sala de aula”, disse Fábia.

No Colóquio, as trigêmeas gostaram bastante da sessão temática de Olimpíadas, que acreditam estar no nível de conhecimento dos alunos de graduação. Mesmo sem compreender em totalidade as palestras plenárias e de divulgação, elas consideraram positiva a presença nas aulas.

“O Colóquio é muito bom para termos acesso a temas diferentes da pesquisa. E isso acaba ajudando na hora de direcionar os caminhos da vida acadêmica, para ver com qual área a gente se identifica mais”, afirmou Fabiola.

De partida para Vitória, as irmãs contaram que, fora do IMPA, o que mais gostaram no Rio de Janeiro foi a praia. Elas conseguiram dar um rápido mergulho no sábado (27), antes de participarem do Encontro Brasileiro de Mulheres Matemáticas. 

Ao se despedirem do Colóquio, as Loterio falaram do desejo de estudar no IMPA. “Quando você vem aqui, você quer voltar. Esse ambiente tem um clima diferente. As pessoas falam de Matemática com muito amor e com muita entrega”, disse Fabiola.

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