John Lennon ou McCartney: quem compôs “In my life”?
A matemática pode ajudar a resolver grandes problemas da humanidade e, acredite se quiser, da cultura pop também. A partir de uma ferramenta bastante usada na computação, um grupo de pesquisadores garante ter descoberto, com praticamente certeza absoluta, a real autoria da canção “In my life”, dos Beatles.
Lançada em 1965, a música, assim como boa parte das obras do quarteto de Liverpool, é assinada por John Lennon e Paul McCartney. Apesar disso, sabe-se que muitas das canções da banda foram compostas por apenas um deles, o que, com o tempo, acabou gerando alguns problemas autorais.
“In my life”, presente no álbum “Rubber Soul”, gerou controvérsia. Lennon disse em entrevista que tinha feito a música com somente uma pequena colaboração do colega de grupo. McCartney, no entanto, afirmou que Lennon subestimara sua participação na composição. Pronto, prato cheio para alimentar a disputa entre os fãs das duas principais figuras dos Beatles!
IMPA faz doação ao Programa Computadores para Inclusão
Por meio do modelo, as palavras de um pedaço de texto são isoladas e separadas em grupos, ignorando a ordem em que aparecem, para que sua frequência seja analisada. O conceito é semelhante aos infográficos de nuvens de palavras que são feitos com perfis nas redes sociais. Em uma nuvem, o tamanho do texto de cada palavra é determinado pela frequência com que ela aparece.
Brown, Glickman e Song analisaram uma variedade de trechos extraídos de cerca de 70 canções dos Beatles, resultando em um conjunto de notas e acordes. Os pesquisadores encontraram 149 transições musicais distintas, e as relacionaram com os quatro integrantes dos Beatles.
A partir daí, concluíram o seguinte: a probabilidade de Paul ter escrito a música é de apenas 0,018%. John, segundo os matemáticos, é realmente o autor da canção! E não adianta os fãs de McCartney reclamarem. De acordo com os pesquisadores, a matemática é mais confiável do que lembranças pessoais, especialmente de um beatle nos psicodélicos anos 60.
Fonte: Galileu/Superinteressante
Leia também: Ricardo Freire realiza sonho de infância e defende tese no IMPA
Na Folha: ‘paradoxo de Polanyi’ impede a inteligência artificial?