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23 de outubro de 2018, 13:52h

Nova Escola: Mil bolsistas levam prêmios

Reprodução da reportagem da revista Nova Escola

Oriunda de uma família de baixa renda, Samantha Constâncio, 13 anos, sonha alto: quer estudar Medicina na Universidade de Harvard, nos EUA. A expectativa não é injustificada. A aluna de escola pública em Natal, no Rio Grande do Norte, atingiu a excelência em uma das áreas mais desafiadores para os brasileiros: a Matemática.

Filha de uma diarista, beneficiária do Bolsa Família e aluna do 9º ano, Samantha ganhou medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), feito só atingido por 0,2% dos 18 milhões de inscritos de 47 mil escolas que participam anualmente da competição.

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Ela está no grupo de 999 alunos que superaram a extrema pobreza e receberam medalhas nas sete últimas edições da Obmep segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Outras 1718 medalhas e menções honrosas foram para alunos de baixa renda.

Perguntas para Claudio Landim

Para o matemático, há talentos em todo o Brasil

O que revela esse índice de beneficiário do Bolsa Família premiados?

Revela que o talento está em todo o Brasil. Mesmo aqueles com uma formação em Matemática não tão boa podem se sair bem, pois a prova exige mais capacidade de raciocínio e criatividade, visando sempre despertar o interesse pela disciplina.

Que lição podemos aprender com as histórias desses estudantes?

Esses casos ensinam que há crianças inteligentes e com capacidade de aprender em todo o país e que esses estudantes precisam ter acesso a uma boa formação. Com oportunidade, conseguirão mostrar a todos o que nosso país tem a oferecer.

Mesmo sem ganhar, o que se aprende na olimpíada?

Muitos descobrem que gostam de Matemática durante a olimpíada. Além disso, a distribuição de menções honrosas para 15 mil das 48 mil escolas participantes dá estímulos extraordinários para toda a comunidade escolar.

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