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4 de agosto de 2018, 20:35h

Matemática também é cultura e pode ser divertida

Instigar a curiosidade é o primeiro passo para despertar o interesse pela Matemática. A afirmação é da vice-diretora da Matemateca, parte do Centro de Difusão e Ensino da Matemática da USP, Deborah Raphael. Ela foi uma das cinco palestrantes no painel “Museus de Matemática: uma explosão mundial”, que faz parte do ciclo de debates para a popularização da disciplina do Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018).

De Nova York, Cindy Lawrence trouxe a experiência do Momath (Nacional Museum of Mathmatics). Único no país, concentra exposições, atividades interativas e programas educativos. “Uma das atividades externas que fizemos recentemente, para testar o teorema de Pitágoras, reuniu 3 mil interessados. Nosso objetivo é levar a Matemática ao maior número de pessoas possível”, disse a CEO do museu.

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Público não é problema no Mathematikum, na Alemanha. Diretor do centro, Albrecht Beutelspacher comemora o fato de receber entre 120 mil e 160 mil visitantes ao ano. “As dificuldades encontradas para solucionar um problema, quando se brinca em uma das atividades que propomos, fazem o cérebro pensar. Isso é o começo da preparação para lidar com a Matemática”, disse.

Facilitar o entendimento da disciplina é um dos pilares do Math Park, na Índia. Sujatha Ramdorai, co-fundadora do parque, explicou que o local é principalmente voltado para estudantes e pretende mostrar que não há motivo para temer a Matemática. “É um  lugar onde se aprende compartilhando, um entretenimento que vai além”.

Para a diretora do Instituto Henri Poincaré (França), Sylvie Benzoni-Gavage, é importante também demonstrar que a “cultura da Matemática também é cultura”. Na Casa da Matemática, além de exposições e atividades científicas, o público pode conversar com pesquisadores. “Nossa ideia é promover a interação, para desmistificar a ideia de que Matemática é difícil”, contou.