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12 de Janeiro de 2018, 09:54h

Folha: Pál Erdös, para quem matemática era vida

O matemático húngaro Pál Erdös (pronuncia-se ‘Érdech’) esteve no Brasil uma única vez em 1994, a convite do professor Yoshiharu Kohayakawa, da Universidade de São Paulo. A essa altura, já era uma lenda viva. A estadia foi típica do modo – excêntrico – como escolheu viver sua vida.

Visitou diversas instituições, inclusive o Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), interagindo com colegas e alunos. Ao final, já tinha um trabalho de pesquisa em colaboração com Yoshiharu e outro colega.

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Erdös nasceu em Budapeste em 1913, terceiro e último filho de um casal de professores de matemática judeus. As duas irmãs morreram de escarlatina poucos dias antes de seu nascimento. O pai foi prisioneiro de guerra, na Sibéria, de 1914 a 1920.

Esses anos duros, lutando pela subsistência, forjaram um vínculo extraordinário entre mãe e filho. Erdös nunca se casou nem teve emprego formal, e não fixou residência. Passou a vida viajando pelo mundo, com a ajuda de colegas e amigos, com todos os seus bens contidos em duas malas: uma com roupas, outra com trabalhos matemáticos. A mãe o acompanhou enquanto viveu.

Em número de trabalhos escritos, é o matemático mais prolífico da história: foram 1.525, quase todos em colaboração com outros. Amigos homenagearam sua generosidade intelectual e prazer em colaborar inventando a noção de “número de Erdös”.

Aqueles que escreveram algum artigo de pesquisa diretamente com ele, como Yoshiharu, têm número 1. São 511. Meu colega Gugu, do Impa, tem trabalhos com Yoshiharu e, por isso, tem número de Erdös 2. São mais de 11 mil. Eu tenho artigos com Gugu, logo tenho número 3. Mas somos tantos que ninguém se presta a contar! Pesquisa recente com 400.000 matemáticos mostrou que o maior número de Erdős é 13.

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