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16 de outubro de 2018, 20:22h

Quando foi criado, em 1952, IMPA nem sequer tinha sede

Karine Rodrigues

Quando foi criado, em 15 de outubro de 1952, o IMPA nem sequer tinha sede. Passou a funcionar em duas salas no Centro Brasileiro de Pesquisa Física (CBPF), na Praia Vermelha, onde a matemática se fazia presente por meio de Maurício Peixoto e Leopoldo Nachbin (1922-1993) – eles se tornariam os dois primeiros pesquisadores do IMPA. O espaço próprio veio em 1957, em uma casa em Botafogo, na esquina das ruas São Clemente e Sorocaba – a imagem em destaque no vídeo mostra um grupo reunido na entrada da então sede, em 1962.

Após uma década, porém, o lugar ficou pequeno para as dimensões do IMPA. Em 1967, o então diretor, Lindolpho de Carvalho Dias, negociou a transferência para um novo endereço: rua Luis de Camões, no Centro, onde antes funcionara a Faculdade de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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A mudança foi um avanço, recorda Jacob Palis, em entrevista do livro “IMPA 50 anos”.  Como aluno de Engenharia, ele conhecia muito bem o lugar, que abrigou o primeiro conservatório de música do Império, nos idos de 1872, na então chamada Rua da Lampadosa. Mas quando, por falta de instrutura, uma reunião científica da área de Sistemas Dinâmicos precisou ser realizada em Salvador, em 1971, ficou patente a necessidade de uma sede mais adequada.

Após tentativas frustradas, Carvalho Dias encontrou um terreno no Jardim Botânico. “Desde o início, vimos que aqui seria possível desfrutar de um ambiente magnífico, um silêncio necessário à criatividade e estar, ao mesmo tempo, pertinho do burburinho da grande cidade”, contou Palis na entrevista. 

A sede atual veio uma década depois, em 1981. E o passo seguinte já foi dado: em março deste ano, foi lançada a pedra fundamental do novo campus, a ser construído no bairro, espraiando o alicerce que ajudou a alçar o Brasil ao grupo dos países mais desenvolvidos em pesquisa matemática. 

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