Navegar

13 de dezembro de 2017, 10:12h

Túnel do tempo: Emmy Noether conclui Ph.D em Matemática

Em 13 de dezembro de 1907, a alemã Amalie Emmy Noether (1882-1935) recebeu o Ph.D em Matemática, summa cum laude (com maior grau das honras), da Universidade de Erlangen-Nuremberg, após apresentar uma dissertação sobre invariantes algébricas, sob a orientação de Paul Gordan.

Leia também: Linares e Morris são eleitos para Academia Brasileira de Ciências
IMPA conquista Prêmio Jatobá de Comunicação Corporativa
Prêmio Capes de Tese celebra trabalho de doutor do IMPA

Nascida em 1882, na Baviera, era filha de um especialista em Matemática. Aos 18 anos, decidiu estudar a disciplina na Universidade de Erlangen-Nuremberg. Sua insistência e a influência do pai fizeram com que fosse aceita como aluna ouvinte. Porém o talento falou mais alto e a universidade autorizou que ela iniciasse o doutorado como aluna oficial, tornando-se a segunda mulher a obter esse grau em Matemática.

Trabalhou no Instituto Matemático de Erlangen-Nuremberg sem salário por sete anos e destacava-se com suas teorias sobre anéis, corpos e álgebra. Convidada para integrar o Departamento de Matemática da Universidade de Göttingen, teve de usar o pseudônimo de David Hilbert para ministrar as aulas porque não aceitavam que uma mulher assumisse o posto publicamente. O reconhecimento só veio mesmo em 1931, quando o colega holandês B. L. van der Waerden expôs suas ideias como base de seu livro didático “Moderne Algebra”. A partir daí, Emmy Noether passou a ser considerada a criadora da álgebra moderna. Morreu aos 53 anos, em 1935, vítima de câncer nos ovários.