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31 de julho de 2018, 15:22h

Projeto pioneiro da UFF informa sobre mulheres cientistas

Não poderia ser diferente. A bandeira da igualdade de gênero dá a tônica deste primeiro Encontro Mundial para Mulheres em Matemática (WM)², garantindo visibilidade a iniciativas de universidades do país.  O Instituto de Matemática e Estatística da Universidade Federal Fluminense (UFF) trouxe para o evento um painel com estatísticas que mostram o número de mulheres em áreas científicas no país. 

Os dados fazem parte do projeto Women in Mathematics, que divulga ainda biografias e entrevistas com mulheres da área. A coordenadora do programa, Cecilia Fernandez, lembrou que, ao dar sua primeira aula em uma universidade, na Faculdade de Engenharia, a maior parte dos alunos não acreditou que ela era a professora.

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“Uma mulher de 24 anos dando aula para quase 80 homens! Acharam que era uma aula trote”, contou.

Cecília Fernandez destaca que a sobrecarga de trabalho das mulheres, que geralmente acumulam as tarefas do lar com a ciência, prejudica a produção das profissionais, numa área onde o trabalho de pesquisa é muito árduo.
A mudança, afirma, precisa ser compartilhada por homens e mulheres. Por isso, o projeto começa, neste semestre, a conversar com crianças do Colégio de Aplicação da UFF, para mostrar o que é Matemática e o que é ser um cientista.

Além da questão de gênero, a ideia da professora é desmistificar a imagem de que o cientista é branco, velho e louco, como mostram filmes populares, entre os quais “Lanterna Verde” e “De volta para o futuro”.

“Há uma visão estereotipada. A ciência não vê cor, gênero, religião. Todo mundo que for motivado pode se tornar um cientista”, conclui Fernandez, que está no congresso com a vice-coordenadora do projeto, Ana Maria Amaral, e a aluna Isabela Vasconcellos Viana, que gravou vídeos com informações sobre o WM² para alimentar o site do projeto da UFF.