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28 de dezembro de 2018, 16:02h

Professor de Matemática vence Prêmio VEJA-SE em Educação

 

Criado para valorizar iniciativas de cidadãos que transformaram a sociedade brasileira ao longo do ano, em seis diferentes áreas, o Prêmio VEJA-SE, na categoria Educação, foi ganho pelo professor de Matemática Adalberto Marques, de Pernambuco.

Em sua segunda edição, o VEJA-SE reconheceu triplamente a importância da matemática: além do premiado, a física Lilah Martins, do projeto “A menina que calculava”, de Brasília, foi finalista na categoria Educação; e o diretor do IMPA, Marcelo Viana, participou da comissão julgadora.

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Marques foi premiado por ter apresentado uma nova expectativa de vida aos menores infratores do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Jaboatão dos Guararapes, vinculado à Escola Municipal Frei Jaboatão, na Região Metropolitana do Recife. E o fez por meio da Educação, ao mudar o currículo e criar oficinas de robótica, capoeira, pintura, costuma e empreendedorismo. A medida fez com que a unidade se transformasse em referência, com média de frequência nas aulas de 84% – muito acima dos 53% das outras unidades.  

Aos 54 anos, o professor, de origem humilde, filho de militar e dona de casa, como destaca perfil publicado pela Veja, Marques chegou ao Case em 2013 e, não tardou, reestruturou o ensino dos internos. Os alunos passaram a frequentar a escola pela manhã e, à tarde, as oficinas, acompanhadas por professores das disciplinas regulares, que estimulam a interatividade e a conexão entre os saberes: nas aulas de corte de costura, por exemplo, entra a História; nas de futebol, Matemática.

Finalista do VEJA-SE, Lilah toca um projeto que oferece monitorias gratuitas em disciplinas de Exatas, como Matemática e Física, para meninas de escolas públicas do Distrito Federal. Foi criado no primeiro semestre de 2017, com a adesão de 120 meninas por semana, em oito escolas diferentes. As inscrições para 2019 já estão abertas.

Os campeões do VEJA-SE nas seis categorias – cultura, políticas públicas, saúde, educação, inovação e diversidade – foram selecionados por voto popular, no site da revista; por um time de três editores da revista e pela decisão da comissão julgadora, composta por doze personalidades. Veja os demais premiados:

Cultura: Katiana Pena, de Fortaleza (CE), bailarina, criou o Instituto Katiana  Pena, onde mais de 500 jovens frequentam aulas de dança e reforço escolar.

Políticas Públicas: Roni Enara, de Maringá (PR), é fundadora do Observatório Social de Maringá, que fiscaliza editais e licitações suspeitos de fraudes em 135 cidades de 16 estados.

Saúde: José Carlos Gaspar, de Salvador (BA), obstetra, fundou o Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira, que oferece atendimento gratuito a grávidas.

Inovação: Juliana Maia, de Pernambuco, engenheira ambiental, criou Nova Brasil Ambiental, que dá destinação adequada ao composto de vidraça e plástico e hoje produz mais de 230 toneladas de lixo reciclado por mês.

Diversidade: Carolina Ignarra, fundadora da Talento, empresa especializada em recrutar pessoas com deficiência.

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