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12 de dezembro de 2018, 08:59h

Problemas do Milênio: o russo que recusou a Fields e US$ 1 mi

Reprodução da coluna de Marcelo Viana, na Folha de S.Paulo

Em 1998, o empresário americano London T. Clay (1926–2017), criou o Instituto Clay de Matemática, para “aumentar e disseminar o conhecimento matemático”. 

Dois anos depois, o Instituto lançou sua iniciativa mais conhecida, os Problemas do Milênio: um milhão de dólares pela resolução de cada um dos sete problemas matemáticos. Já falei aqui sobre o mais antigo, a intrigante Hipótese de Riemann.

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O único Problema do Milênio já resolvido é a Conjectura de Poincaré, uma afirmação sobre a esfera tridimensional, uma espécie de “irmã mais velha” da esfera bidimensional que todos conhecemos.

Formulada pelo francês Henri Poincaré (1854–1912) em 1904, ela foi provada em 2003 pelo russo Grigori Perelman (1966-).

Pelo feito, além de fazer jus ao milhão de dólares, Perelman também recebeu a medalha Fields, a mais cobiçada distinção matemática. Mas ele chocou a comunidade internacional recusando tanto o dinheiro quanto a medalha! Perelman teria dito que seria injusto receber a quantia, já que usara o trabalho do americano Richard Hamilton (1943-). Hamilton concordou, inclusive exigindo metade do dinheiro.

A situação deve ter sido desconcertante para o instituto, logo na primeira vez em que o prêmio seria concedido. Mas resolveram bem: o montante foi usado para financiar a Cátedra Poincaré, emprego temporário para jovens pesquisadores no Instituto Henri Poincaré de Paris.

Alguns dos Problemas do Milênio envolvem teorias avançadas, difíceis de explicar em linguagem simples. É o caso da Conjectura de Hodge, proposta pelo escocês William Hodge (1903–1975) no Congresso Internacional de Matemáticos de 1950, que diz respeito às soluções de sistemas de equações algébricas. 

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