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26 de dezembro de 2018, 13:46h

Por que comemorar o Natal no dia 25 de dezembro?

 

Reprodução de obra do holandês Gerard van Honthorst,  de 1622

Reprodução da coluna de Marcelo Viana, na Folha de S.Paulo

No dia 25 de dezembro de cada ano, o Natal é comemorado na grande maioria dos países, em todos os continentes. Até em regiões que ainda usam o calendário juliano, só que nesse caso a festa cai em 7 de janeiro pelo calendário moderno.

O Natal é mais do que uma festa de uma religião: ele celebra valores de fraternidade, generosidade e esperança que pertencem a toda a humanidade. Tais valores são partilhados, por exemplo, pela Hanukkah judaica, que também acontece nessa época do ano.

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Mas na origem do Natal está um fato histórico: o nascimento de Jesus Cristo, mais de 2 mil anos atrás. Então, por que 25 de dezembro?

O Evangelho dá poucas pistas sobre o ano do nascimento. Segundo Mateus, ocorreu durante o reinado de Herodes, que governou a Judeia até a sua morte no ano 4 a.C. 

Já Lucas afirma que foi por ocasião de um recenseamento ordenado pelo imperado romano Augusto. O ano teria sido 6 a.C.

A questão do dia é mais complicada. As Escrituras são vagas e podem apontar para datas muito distintas ao longo do ano. Porém, a tradição do 25 de dezembro é antiga.

O primeiro registro histórico é de 336, durante o reinado do imperador Constantino. Alguns anos depois o papa Júlio 1º proclamou 25 de dezembro a data oficial do Natal. Escritos da época sugerem que a essa altura ninguém sabia mais o dia exato do aniversário, logo a escolha foi por outras razões.

Uma explicação possível é que 25 de dezembro era a data de uma importante festividade religiosa dos romanos, ligada ao solstício de inverno, celebrando o (re)nascimento do Sol. Ela teria sido adaptada pelos cristãos quando Constantino tornou o cristianismo religião oficial do império. Uma teoria paralela associa o Natal às celebrações da Hanukkah.

Também havia a tradição entre os primeiros cristãos de que Jesus foi crucificado no mesmo dia do ano em que fora concebido. Com a crucificação estimada em 25 de março, no equinócio da primavera, a concepção teria sido nessa mesma data, correspondendo à festa cristã da Anunciação, logo o nascimento teria ocorrido nove meses depois, em 25 de dezembro.

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