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30 de outubro de 2017, 11:22h

Périplo científico revela a Matemática na natureza

Carolina no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas

Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Só faltou mesmo o Nordeste no périplo científico que a pesquisadora Carolina Araújo, do IMPA, realizou nos últimos dias, motivado pela 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Este ano, o tema do evento nacional promovido pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) foi  “A Matemática está em tudo”.

A jornada de Carolina durou de 18 e 25 de outubro, período no qual ela compartilhou com plateias de cinco municípios – Florianópolis, Goiânia, Manaus, Niterói e Rio -, de diferentes idades e áreas do conhecimento, as infinitas formas que a Matemática se revela na natureza.

“Viajei para vários lugares do Brasil, praticamente do Oiapoque ao Chuí. De Manaus até Florianópolis, passando por Goiânia. A semana foi cansativa, mas recompensadora”, conta a pesquisadora, destacando a variedade do público, formado por estudantes do Ensino Médio, pesquisadores universitários de diversas áreas e comunidade em geral.

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Na palestra que preparou para a 14ª SNCT, ela explica como a Matemática está presente em diversos aspectos da natureza e de que maneira ela pode nos auxiliar na compreensão dos fenômenos naturais. “Também mostro que ela pode nos ajudar na importante tarefa de construir um futuro sustentável para as próximas gerações”, detalha Carolina, que se dedica à área de geometria algébrica.

Enquanto ela conversava e mostrava imagens sobre as “pegadas” da Matemática na natureza, como as encontradas no formato hexagonal dos favos que compõem a colmeia e nos padrões existentes nos flocos de neve e nas pétalas de flores, o público descobria ou redescobria a beleza sobre a qual os matemáticos tanto falam.

“As pessoas ficavam muito curiosas, interessadas. Fizeram muitas perguntas. Houve lugares onde existiam crianças na plateia. E elas também participaram. Senti que consegui chegar ao meu objetivo, que era aproximar a Matemática da sociedade, mostrando que ela pode ser muito interessante, bonita, útil. Que não é um bicho de sete cabeças como muitas pessoas ainda a veem”, observa Carolina, que integra o comitê organizador do World Meeting for Women in Mathematics, a ser realizado em julho do ano que vem, no Rio.

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