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22 de agosto de 2018, 11:52h

Pedro Nunes, matemático entre dois mundos

Anos atrás visitei o promontório de Sagres, na costa sul de Portugal, celebrizado por Luís de Camões em “Os Lusíadas”. De lá saíram, meio milênio atrás, as embarcações portuguesas que descobriram para os europeus tantas novas terras na África, Ásia e América, incluindo o Brasil.

Como muitos outros visitantes um pouco ingênuos, busquei vestígios da famosa “escola de Sagres”, que teria sido criada pelo príncipe D. Henrique, o Navegador (1394–1460).

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Tal escola nunca existiu fisicamente, mas é fato que Henrique se cercou dos melhores matemáticos, astrônomos, cosmógrafos e cartógrafos do seu tempo, e nesse ambiente de intensa curiosidade fomentado pelo príncipe floresceu uma escola de pensamento que buscava o conhecimento na experiência direta, e não mais nos livros antigos.

O maior expoente da tradição iniciada em Sagres foi o matemático e cosmógrafo português Pedro Nunes (1502–1578), uma das maiores figuras científicas de seu tempo. Tempo de transição entre a tradição medieval, respeitosa da autoridade, e a cultura do Renascimento, voltada para o mundo empírico.

Pedro Nunes foi o último grande matemático que contribuiu para melhorar o sistema astronômico geocêntrico de Ptolomeu, que logo seria desbancado pelo sistema heliocêntrico, de Copérnico e Galileu.

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