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15 de setembro de 2017, 08:06h

Uma nação precisa de ciência para ser forte, dizia Napoleão

Imagem de Napoleão feita com Lego

Imagem de Napoleão feita com Lego. Crédito: Yves Herman/Reuters

 
Napoleão Bonaparte foi um dos maiores generais e estrategistas da história. Foi também o governante e estadista que reconstruiu o estado francês dos escombros da revolução de 1789, fazendo da França a maior potência do seu tempo. O que é menos sabido é que Napoleão também foi um matemático e cientista praticante, imerso nos avanços científicos de sua época e totalmente consciente de sua importância para o desenvolvimento do país.
 
As anedotas do seu tempo na escola militar o descrevem como excelente aluno e extremamente ambicioso. Uma delas conta que o professor e grande matemático Laplace passou o “Traité de mathématiques” de Bézout, com seus 4 espessos volumes, para os alunos estudarem em dois anos. Sabendo que a matemática era indispensável nos exames para promoção, Napoleão focou-se totalmente nessa tarefa, deixando de lado matérias como o latim, o alemão, a gramática e a ortografia.
 
Valeu a pena: apenas um ano depois, aos 16 anos, já era oficial de artilharia. Aos 24, seria general.
 
Napoleão manteve o interesse pela matemática e pela ciência ao longo da vida. É um raríssimo caso de governante que também foi membro da academia de ciências de seu país (o Institut de France), participando ativamente nas sessões.
 
Apenas dois dias após tomar o poder na França, por meio do golpe de estado de 18 de Brumário, compareceu normalmente à academia para apresentar um trabalho intitulado “Memória sobre as equações às diferenças misturadas”. Para evitar constrangimentos assinou, simplesmente, como cidadão Bonaparte.
 
Continuou apaixonado pela matemática e participando nos trabalhos da academia por um longo período, embora a frequência fosse diminuindo à medida que aumentavam suas responsabilidades como governante.
 
Em 1802, escreveu a seu ex-professor Laplace: “Vivo a tristeza de não poder dedicar [ao estudo da Matemática] o tempo e a atenção que ele merece. É mais uma ocasião para me afligir com a força das circunstâncias que me conduziram para outra carreira, onde me encontro tão longe da carreira das ciências”.
 
 
Para ler o texto na íntegra acesse o site do jornal:
 
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloviana/2017/09/1918605-uma-nacao-que-pretende-ser-forte-precisa-de-ciencia-dizia-napoleao.shtml
 
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