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1 de agosto de 2017, 19:28h

Paolo Piccione toma posse como presidente da SBM

Novo presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o italiano Paolo Piccione, da Universidade de São Paulo (USP), destacou, ao tomar posse, que o cargo recém-assumido é uma oportunidade para retribuir a forma calorosa como foi recebido pela comunidade matemática quando chegou ao Brasil. Ele é professor do Instituto de Matemática e Estatística da USP desde 1996.

“É uma forma de retribuir, colocando meus serviços à disposição da comunidade matemática”, declarou, durante a cerimônia de posse da nova diretoria, realizada na tarde desta terça-feira, no IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), no Rio. Ele vai dirigir a instituição pelo período de 2017/2019.

Piccione agradeceu o seu antecessor, Hilário Alencar, e disse que a competência do trabalho desenvolvido em três gestões – 2011/2013; 2009/2011; 2015/2017 – possibilitou que hoje ele assuma uma instituição “de grande sucesso”. Confessou ter preocupação com a função agora assumida, por causa da obrigação de manter o alto nível de gestões passadas, mas salientou que dá tranquilidade saber que está cercado por uma equipe  competente.

Diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana concordou com as palavras de Piccione sobre Hilário, que fez uma breve apresentação de seu último mandato, destacando a ampliação do PROFMAT, as publicações lançadas e apoio em eventos nacionais e internacionais. “Posso dar testemunho da dedicação do Hilário à SBM”, declarou, aproveitando para reafirmar a parceria do IMPA com a instituição: “Está tão forte como sempre foi.”

Durante o evento, foram concedidos dois títulos de associados honorários da SBM, um deles, in memoriam, para o professor Welington de Melo, pesquisador do IMPA morto em dezembro de 2016. A viúva, Gilza, recebeu a distinção do pesquisador emérito Jacob Palis, orientador de Welington. “Só faltava um barquinho”, brincou ela ao ver a placa, referindo-se à paixão do marido, velejador contumaz.

Ao receber o título de associada honorária, a professora da Universidade de Brasília ((UnB), Keti Tenenblat recordou que, na década de 1970, a comunidade matemática no Brasil era muito reduzida. E que o trabalho de instituições como IMPA, universidades e sociedades científicas como a SBM contribuíram para o nível de excelência que existe hoje.

Ao fim da cerimônia, Marcelo Viana convidou a plateia a se dirigir ao terceiro andar do IMPA, até a sala ocupada pelo pesquisador Welington de Melo de 1981 a 2016, onde foi afixada uma placa em homenagem ao pesquisador.