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25 de outubro de 2017, 12:22h

Palestras abrem a 14ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia

O diretor-adjunto do IMPA, Claudio Landim, abriu as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no instituto com a palestra “Teoria dos Jogos”, na manhã desta quarta-feira (25).

A Teoria dos Jogos é um ramo da Matemática Aplicada que estuda situações estratégicas onde jogadores escolhem diferentes ações na tentativa de melhorar o desempenho. Criada para entender comportamentos econômicos, hoje é aplicada em outras áreas, como ciências políticas, ética, ciências militares, filosofia, jornalismo e ciências da computação. 

Landim explicou como funciona esta área da Matemática, participando de jogos interativos com os estudantes. De forma divertida, mostrou como ganhar competições entre amigos usando a lógica matemática. 

A seguir, veio a palestra do pesquisador titular do IMPA Roberto Imbuzeiro, que falou para cerca de cem alunos de escolas da rede estadual de ensino, no auditório Ricardo Mañe. Ele apresentou à plateia diversos jogos matemáticos interativos. A participação foi intensa. A aula de Imbuzeiro animou os estudantes, que, como já havia ocorrido na explanação de Landim, disputaram a chance de enfrentar o próprio professor.

Batizada de “Jogos da Realidade” pelo pesquisador, a palestra/aula também integrou a série de atividades do IMPA nesta 14ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia.

“Essa palestra veio de uma reflexão, que toda pessoa interessada no assunto já fez: por que estudar Matemática?”. A partir dessa observação introdutória, Imbuzeiro deu início aos jogos. O primeiro deles foi o “adivinhe um número”. Nele, os alunos tinham que adivinhar qual o número de 1 a 8 que o professor, mentalmente, escolhera.

Neste primeiro jogo o pesquisador, o único a saber o número, anunciara que não poderia mentir, mesmo sob o risco de ser derrotado. Isso já não aconteceu no segundo jogo, o “adivinhe um número com mentira”. A disputa ficou mais animada. Afinal, Imbuzeiro tinha o direito de, uma vez somente, tentar ludibriar os concorrentes. Pela regra do jogo, ele poderia mentir uma vez ao ser questionado pelos alunos, que tentavam descobrir qual o número ele escolhera.

O pesquisador, no decorrer de sua apresentação, contou ter encontrado, ao longo de sua trajetória estudantil, “muitos professores entusiasmados com a Matemática”.

“A motivação para a Matemática é, muitas vezes, estética, de prazer. A gente acaba tocando mistérios muito profundos da Matemática”, afirmou.

Ao concluir a apresentação, o professor transmitiu sua mensagem final: “A Matemática pela Matemática não é luxo!”.