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25 de agosto de 2017, 13:14h

O olhar diferenciado da matemática sobre o amor

O fim de semana chegou, e tudo o que você mais deseja é aproveitá-lo na companhia de um novo amor. Pode ser difícil de acreditar, mas, quem sabe a matemática não pode ajudá-lo? Tamanho ceticismo tem razão de ser, se considerarmos que a emoção do sentimento está em campo oposto à racionalidade dos números.

Mas a britânica Hannah Fry, PhD em dinâmica de fluidos e pesquisadora do Centro de Análise Espacial Avançada (CASA), na University College London, acredita que isso é possível, porque, segundo ela, a matemática nos oferece um olhar diferenciado sobre quase tudo na vida, mesmo algo tão misterioso quanto o amor: 

“A emoção humana não é bem organizada, racional e facilmente previsível. Mas também sei que isso não significa que a matemática não tem nada para nos oferecer porque o amor, assim como muito da vida, está cheio de padrões. E a matemática, fundamentalmente, trata-se do estudo de padrões: desde previsão do tempo a variações do mercado de ações, ao movimento dos planetas ou crescimento das cidades. E nenhuma dessas coisas é bem organizada e facilmente previsível também”, disse, em conferência TED.

Durante a palestra, intitulada “A matemática do amor”, a pesquisadora, que se dedica a estudos da matemática de sistemas urbanos e sociais, dá três dicas de amor matematicamente comprováveis para mostrar como os dois assuntos podem estar juntinhos. A primeira delas mostra como você pode ser bem-sucedido em um encontro on-line.

Confira, no vídeo, a íntegra da conferência, que originou um livro homônimo no qual Hannah aplica modelos estatísticos e dados científicos para namoro, sexo e casamento.