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6 de agosto de 2018, 11:02h

'Não tenham a mente fechada', recomenda Coifman a jovens

Primeiro palestrante desta segunda-feira no Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018), o pesquisador israelense Ronald Coifman, da Universidade Yale, nos Estados Unidos, tem uma recomendação bem objetiva para estudantes interessados em seguir carreira nesta área: “Não tenham a mente fechada”. Para Coifman, os jovens devem estar abertos para as diversas vertentes de pesquisa na Matemática. “Tradicionalmente, os matemáticos têm certas áreas de que gostam e respeitam, e geralmente são derivadas de normas sociais, em vez de serem derivadas de necessidades e interesses. Os jovens deveriam estar abertos para o mundo”, afirmou.

Doutor em Matemática pela Universidade de Genebra, Coifman comemorou o fato de o congresso ser realizado pela primeira vez no Hemisfério Sul. “É ótimo. As pessoas têm a oportunidade de vir ao Brasil, se não vieram antes. Eu estive aqui várias vezes. O congresso afetará incrivelmente o Brasil, porque a matemática está penetrando em todos os campos da vida, das relações humanas aos negócios. Ter melhor Matemática significa que você terá melhor compreensão do mundo”, afirmou.

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Coifman é co-fundador de uma empresa de segurança cibernética e análise de big data, ThetaRay. O professor diz que muitas vezes usuários de computadores têm dificuldade de detectar problemas. “Você precisa ser capaz de reconhecer se algo é normal ou não. Muitas vezes, coisas anormais estão em meio a tantas outras coisas, que você não consegue encontrá-las. É importante ter ferramentes para fazer isso. É como estar infectado: você precisa saber que está infectado”, explicou.

O matemático fez a palestra com foco na evolução recente da Análise Harmônica para gerar ferramenta analíticas para a organização conjunta da geometria de subconjuntos de Rn.