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19 de março de 2018, 17:17h

Museu do Amanhã mostra a beleza escondida da Matemática

A simetria do náutilo, em imagem da exposição “A beleza escondida da Matemática”

Quando os dinossauros surgiram, os antepassados do náutilo já habitavam a Terra. Com tentáculos e protegido por uma concha encaracolada, o molusco se desenvolve num ritmo que, acredite, é pura Matemática: assim como diversas espécies encontradas na natureza, cresce de acordo com um tipo de simetria que determina a concepção do belo na arte, a chamada proporção áurea.

Náutilos, borboletas, dentes-de-leão, carambolas-do-mar integram a exposição “A beleza escondida da Matemática”, uma iniciativa do Museu do Amanhã.

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Em parceria com o Instituto Cultural do Google, textos, vídeo e fotografias convidam o visitante a conhecer um pouco mais sobre a história e beleza da Matemática, de forma atraente e interativa, e revelam como ela está em lugares e situações que julgávamos inimagináveis.

Quem está acostumado a limitar a Matemática às grandezas, quantidades e números vai se surpreender ao descobri-la para além das figuras geométricas. Pode ser encontrada na luz, no som e em algumas estrelas, que possuem variações de brilho regulares, como a RS Puppis. Se você ficou curioso, confira na exposição o vídeo das agências espaciais americana (NASA) e europeia (ESA), que mostra uma espécie de time-lapse (técnica que reúne em curto espaço de tempo imagens captadas durante um período maior) de sua pulsação.

Nas borboletas, é visível a simetria bilateral

A exposição é a 13ª criada pelo museu na página que mantém no Google Arts & Culture, plataforma virtual na qual instituições de mais de 70 países exibem cerca de 200 mil obras de arte e um total de 6 milhões de fotos, vídeos, manuscritos e documentos históricos variados.

Segundo Leonardo Menezes, gerente de Conteúdo do Museu do Amanhã, a exposição foi uma forma de a instituição participar do Biênio da Matemática 2017-2018, realizado pelo IMPA e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) para incentivar o estudo da disciplina e popularizá-la, destacando a sua importância para o desenvolvimento humano e crescimento do país.

“Mostrar tal conhecimento ao público, no período do biênio, é de grande importância”, diz Menezes no texto de divulgação da exposição.

Entre os eventos que integram o Biênio da Matemática já foi realizada a Olimpíada Mundial de Matemática (IMU), em julho passado, no Rio. Em agosto, a cidade sediará, também pela primeira vez no país, o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM, na sigla em inglês).

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