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7 de novembro de 2017, 10:19h

Matemática americana vence o concurso "Dance seu PhD"

Não basta fazer uma boa pesquisa. É importante saber falar sobre ela não apenas para os colegas de seu ramo acadêmico, mas para pessoas comuns, certo?! Se isso pode parecer difícil para muitos, para outros virou uma questão de dança! Você não leu errado. Saber dançar sua tese pode valer muito! Pelo menos se pretende participar do concurso “Dance seu PhD”.

Criado há dez anos pela revista científica Science — em parceria com a Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) e a HighWire Press —, o concurso desafia pesquisadores a explicarem seus trabalhos de doutorados por meio da dança.

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A ideia de divertir e informar ao mesmo tempo, criando uma ponte entre os laboratórios e o público, é premiada em dinheiro. O vencedor de cada uma das quatro categorias (Biologia, Física, Química e Ciências Sociais) ganha US$ 500. Já o vencedor do Grande Prêmio embolsa mais US$ 500 e ganha passagens e hospedagem para acompanhar a reunião anual AAAS em fevereiro de 2018.

A décima edição do concurso contou com 53 pesquisadores/participantes. Houve 12 finalistas. A vencedora do Grande Prêmio foi a matemática Nancy Scherich, pesquisadora da Universidade da Califórnia (Estados Unidos). Especializada em Topologia, ela estuda a Teoria da Trança.

Embora passe os dias em seu laboratório com lápis e papel na busca por regras que determinem as representações únicas de torções e nós em espaços de alta dimensão, Nancy criou uma dança para explicar a Teoria da Trança, com acrobacias de seda aérea e aros brilhantes. O resultado foi um vídeo criativo que exemplificou seu trabalho para os leigos. Assista ao vídeo:

 

Brasileira na área

 Além da matemática, três cientistas foram premiados pelo “Dance seu PhD”, entre eles Natália Oliveira, doutora em Biologia Aplicada à Saúde, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ela levou o prêmio na categoria Química. Também foi a escolhida do público. Seu vídeo foi o mais visto dentre os 12 finalistas da competição, com 78% de todas as visualizações. 

Os outros ganhadores foram Judit Pétervári, da Queen Mary University of London, na categoria Ciências Sociais. Ela é autora da tese “A avaliação de ideias criativas – analisando as diferenças entre juízes especialistas e novatos”.

Em Biologia, a vencedora foi Monica Moritsch, da Universidade da Califórnia (EUA), com a tese “As consequências da comunidade intertidal da síndrome da perda de estrelas do mar”.

Inspire-se! Assista a todos os vídeos do concurso na página oficial da Science no YouTube.