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11 de maio de 2017, 12:00h

Mandamento da escada rolante pode estar errado

 

A regra “pare à direita e ande à esquerda” é considerada quase um mandamento de civilidade no transporte público. Datada do início da popularização desse método de transporte, no início do século XX, ela é quase universal nos países ocidentais, tendo algumas diferenças regionais em países asiáticos como o Japão, onde a regra é o inverso. Contudo a Matemática e a Física podem lhe fazer repensar essa atitude, sob certas condições.

Recentemente inúmeras discussões acadêmicas têm sido feitas com a finalidade de entender a mobilidade das pessoas nas escadas rolantes. E, com cada vez mais gente nos centros urbanos a necessidade de aperfeiçoar todo espaço disponível vem se tornando cada vez mais importante.

Alguns dos metrôs mais lotados do mundo já pedem que seus passageiros evitem andar nas escadas rolantes por questões de segurança. Outros, porém, têm usado a Matemática e a Física para repensar essa regra não-dita do transporte público. Os analistas de dados Shivam Desai e Lukas Dobrovsky fizeram um estudo no metrô de Londres e observaram que os passageiros tendem a ficar parados à direita, ocupando um degrau e deixando outro livre, ou à esquerda, andando e deixando três degraus livres.

Um teste real no metrô londrino mostrou que, em escadas rolantes maiores que 18 metros as pessoas dificilmente andam na área da esquerda. Isso possibilita que a capacidade da escada aumente bastante se os dois lados sejam usados com as pessoas apenas paradas.

Um dos grandes especialistas em filas, o engenheiro Richard Charles Larson, diretor de um centro de engenharia do MIT, comentou o estudo para o site InsideScience, pontuando que a Matemática parecia estar certa, e adicionou.” Pode funcionar se limitarem o período em que essa ação é feita. É parecido com mudar a mão de certas ruas na horário de pico.”