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26 de maio de 2017, 09:37h

Maioria dos calculadores prodigiosos é, na verdade, ruim de matemática

 

A matemática costuma ser chamada “ciência dos números” e creio que a maioria das pessoas pensa que o trabalho e diversão do matemático é fazer contas. Isso é uma simplificação grosseira e, aqui entre nós, costuma deixar os matemáticos um pouco incomodados.

A disciplina lida com muitas noções fundamentais –forma, tamanho, movimento, conjunto, simetria, estrutura e outras–, o número é apenas uma delas. Anos atrás, quando a declaração do imposto de renda ainda era no papel, e a gente mesmo tinha de fazer as contas, ganhei o gentil convite de um vizinho para ajudá-lo. Acho que ele nunca entendeu por que não dei pulos de alegria.

Regularmente, surgem indivíduos com capacidade fenomenal para fazer, de cabeça e com grande velocidade, cálculos longos e complicados: multiplicações e divisões de números com muitos dígitos, cálculo de potências, raízes e até logaritmos. A impressão causada por essas proezas é tal que no passado muitos desses indivíduos eram apresentados publicamente como atrações circenses. Eles costumam exibir outras habilidades, como identificar rapidamente o dia da semana de datas longínquas ou estimar com precisão áreas e volumes só de olhar os objetos. É um talento raro, surpreendente e misterioso. E tem pouco ou nada que ver com a matemática.

Para ler na íntegra acesse o site do jornal:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloviana/2017/05/1887463-maioria-dos-calculadores-prodigiosos-e-na-verdade-ruim-de-matematica.shtml

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