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27 de dezembro de 2018, 11:52h

“Journeys of women in mathematics” tem nova versão

No mundo todo, mulheres são minoria na Matemática. Mas não precisa ser assim. O documentário “Journeys of women in mathematics”, recentemente lançado em versão final, revela quão inspiradora é a trajetória de profissionais que abraçaram a carreira na área.

Iniciativa do Comitê para Mulheres em Matemática (CWM) da União Matemática Internacional (IMU), em parceria com a Simons Foundation, a produção foi realizada em duas etapas: a primeira, com o perfil de três pesquisadoras e professoras de diferentes continentes, estreou mundialmente na cerimônia de abertura do Encontro Mundial para Mulheres em Matemática (WM)², evento satélite do mais importante congresso mundial de Matemática, o ICM 2018, sediado no Rio, em agosto.

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A etapa seguinte amplia as vozes das matemáticas e foi filmada durante o (WM)². Destaca a diversidade no evento, que contou com a participação de mulheres de mais de 50 países, e traz seis entrevistas com matemáticas da América Latina. Em foco, as múltiplas possibilidades que a área oferece e as dificuldades e conquistas de profissionais que seguiram carreira em um campo do saber no qual ainda persiste disparidade de gênero.

Pesquisadora do IMPA, da área de geometria algébrica, Carolina Araujo é uma das matemáticas que têm sua história contada no documentário. Na produção, ela discorre sobre o apoio familiar, o PhD na Universidade Princeton (EUA), o trabalho no IMPA e o envolvimento com os preparativos (WM)² e debates sobre gênero na matemática. “Ao excluir meninas e mulheres da matemática, perdemos talentos. Cérebros que poderiam estar contribuindo para a ciência”, alerta ela no documentário.

“Journeys of women in mathematics” mostra ainda a trajetória da indiana Neela Nataraj,  diretora do Departamento de Matemática do Indian Institute of Technology Bombay e da camaronesa Aminatou Pecha Nijahouo, pesquisadora  da Maroua University in Yaounde.

O documentário foi destaque no blog da Scientific American. No texto, a produção é elogiada pelo ampliação das histórias de vida de matemáticas e por mostrar como elas constroem suas carreiras juntamente com as tarefas da vida doméstica e as iniciativas para estimular a entrada de outras mulheres na área.

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