Navegar

26 de janeiro de 2018, 10:33h

Brasil está entre as potências em matemática, destaca JN

O Brasil entrou para um grupo que reúne as nações mais desenvolvidas em pesquisa na área da matemática.

A caminhada que levou o Brasil ao topo do mundo da matemática começou também nos passos firmes de um senhor de 96 anos. Maurício Peixoto foi um dos fundadores do Impa – o Instituto de Matemática Pura e Aplicada. “Isso dá trabalho, não vem assim do zero”, diz Maurício Peixoto.

Leia também: Brasil é promovido à elite da matemática mundial
Projeto do Visgraf une realidade virtual, cinema e teatro
Trigêmeas do Espírito Santo sonham alto na Matemática

Um trabalho que vem desde 1952. E de lá para cá não foram só as instalações do instituto que mudaram. A participação brasileira nas pesquisas aumentou dez vezes nos últimos 30 anos. Hoje somos autores de 2,5 % da produção matemática mundial.

Naquela época, o Brasil era do Grupo 1, uma espécie de grupo de acesso entre os matemáticos. E 64 anos depois, estamos na elite, ao lado dos dez países mais desenvolvidos em pesquisa matemática como Estados Unidos, Alemanha, França e China.

Quem avalia e decide essa classificação ficou impressionado com o aumento da oferta de cursos de pós-graduação de alto nível pelo país, com a grande colaboração de brasileiros em pesquisas internacionais, e com a qualidade da produção.
 
“Para os jovens que estejam olhando as possibilidades diante deles, eles vão estar vendo que eles podem fazer matemática e ciências em geral, que as possibilidades não são só ser engenheiro, advogado. Então, pensar a carreira de cientista existe”, afirma Artur Ávila, vencedor da medalha Fields.

Entrar para o grupo das grandes potências da matemática é uma prova do trabalho de excelência desenvolvido no Impa, um reconhecimento que já aparecia na escolha de alunos e pesquisadores do mundo todo.

Hoje, dos 47 pesquisadores que também são professores no Impa, 19 são estrangeiros. E dos 89 alunos de doutorado, 40 vieram de fora.

A promoção do Brasil pode ajudar a manter brasileiros no país, a atrair ainda mais jovens de outros países e até a deixar a matemática mais perto de todo nós.

“Temos desenvolvido um esforço muito grande para comunicar a matemática para a sociedade e para começar a desconstruir a imagem do bicho-papão, que não tem razão de ser. A matemática é muito importante para o desenvolvimento do país, é importantíssima para a formação do cidadão e nós estamos empenhados em ajudar a melhorar essa situação”, diz Marcelo Viana, diretor-geral do Impa.

Leia também: Tom Jobim compôs, há 60 anos, “Aula de Matemática”
Matrículas para alunos do PROFMAT terminam na sexta
Inscrições abertas para novos polos olímpicos de treinamento