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7 de agosto de 2018, 16:10h

Diversidade de origens é destaque no ICM 2018

São quase 3 mil participantes de 114 países, mas nada de Torre de Babel. Como no Gênesis, todos falam uma só língua: a da Matemática. Sediado pela primeira vez no Hemisfério Sul, o Congresso Internacional de Matemáticos recebeu 2.627 congressistas para apresentar ideias e debater os avanços na área. Até entre os dez países com a maior quantidade de participantes o equilíbrio se mantém: são três sul-americanos, três europeus e três asiáticos, além dos Estados Unidos.

O brasileiro Lucas Colucci é doutorando em Matemática na Universidade Centro-Europeia, que fica em Budapeste (Hungria), e veio ao país especialmente para o evento. Colucci destacou que é muito importante para o Brasil sediar o ICM, e pretende retornar quando terminar sua formação. “Há muito o que fazer por aqui, e a comunidade está crescendo muito, principalmente na minha área (Combinatória)”, contou.

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A indiana Helen Chandra, professora da Jayaraj Annapackiam College For Women, tem 28 anos de experiência em pesquisa. Ela conta que conversou com cerca de 20 indianos de diferentes troncos linguísticos. Ao lembrar da conquista da Medalha Fields por Akshay Venkatesh, Helen abriu um largo e orgulhoso sorriso: “Oooh! Eu fiquei muito feliz!”

Se a diversidade é ponto alto no encontro, o matemático norueguês Eldar Straume diz que isso também acontece em sua universidade: “Há muitos estrangeiros, especialmente da Alemanha, Rússia e Áustria”.