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9 de janeiro de 2019, 14:01h

Com veículos autônomos, carros serão compartilhados

 

Reprodução do blog do IMPA Ciência & Matemática, de O Globo, coordenado por Claudio Landim

André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho foi o primeiro diretor do Centro de Ciência de Dados do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP). Hoje, é vice-diretor do ICMC-USP, membro do Comitê Consultivo para a América Latina da International Network for Government Science Advice (INGSA) e integra a Rede Nacional de Ciência para a Educação (CpE). É um dos autores do livro “Inteligência Artificial: uma abordagem de aprendizado de máquina”, Prêmio Jabuti 2012 na categoria Tecnologia e Informática.

No texto anterior que escrevi para o blog Ciência & Matemática, comentei a boa alternativa propiciada pelos veículos autônomos à redução de acidentes de trânsito e mencionei alguns marcos históricos no caminho do desenvolvimento desses veículos. É importante distinguir veículos autônomos, automóveis com completa autonomia, daqueles de direção assistida, que realizam apenas tarefas específicas, como estacionar, manter a distância mínima do veículo da frente, frear ou acelerar e girar o volante.

Vou me concentrar em como os veículos autônomos podem afetar a nossa vida, em particular o dia a dia, e a forma como nos relacionamos com eles – o que vai além da necessidade de ter um software com IA dirigindo por nós.

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O primeiro efeito é o econômico: os veículos, em especial os automóveis, deixarão de ser um produto, para se tornar um serviço. Além disso, ao invés de ter, compartilharemos automóveis. Com os avanços da internet, os veículos podem “conversar” entre si para aperfeiçoar o transporte de passageiros e definir a melhor rota de cada um. Com o compartilhamento, estima-se que os automóveis, que hoje passam cerca de 90% em média estacionados, passem a 90% do tempo em movimento.

Estima-se que o compartilhamento venha a reduzir em até dez vezes o custo que as pessoas têm atualmente com seus carros. Como passo intermediário, várias empresas planejam o uso de taxis e caminhões autônomos. Esses veículos poderão ser usados não só para transportar pessoas, mas também para entregar mercadorias.

Outro benefício será na conservação ambiental, porque haverá diminuição em cerca de 80% dos veículos necessários e dos locais de estacionamento. Com as reduções, não apenas se tornarão raros os engarrafamentos e as longas filas como as ruas, avenidas e rodovias poderão se tornar parques lineares e ciclovias.

Para ler o texto na íntegra acesse o site do jornal 
 
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