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12 de fevereiro de 2019, 12:11h

Com 28 medalhas, jovem gaúcha quer brilhar na matemática

Mariana Bigolin Groff

 

Reprodução da reportagem do Portal UOL

Aos 17 anos, a estudante gaúcha Mariana Bigolin Groff já venceu seis vezes a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, trocou o Rio Grande do Sul por uma escola do Ceará e estuda 8 horas por dia para enfrentar seu grande desafio: brilhar na olimpíada mundial de matemática para garotas. Mariana representará o Brasil 8ª European Girls Mathematical Olympiad, que acontece em abril em Kiev, na Ucrânia.

A estudante já conta com 28 medalhas nacionais e cinco internacionais em competições. Além do hexacampeonato na olimpíada nacional, ela também acumula medalhas nas áreas de Física, Astronomia, Química e Informática.

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Para se preparar para o mundial deste ano, Mariana trocou a rotina em uma escola pública no interior do Rio Grande do Sul por uma bolsa de estudos em um colégio particular de Fortaleza.

“No Rio Grande do Sul, em comparação aos outros Estados, não tem nenhuma escola privada de bom nível que treine os alunos para este tipo de competição (olimpíadas)”, conta ela. “Aqui na escola Farias Brito eu estudo cerca de 8 horas por dia. Tenho aulas pela manhã de segunda a sexta, e aproveito as tardes para estudar matemática.”

Mariana (terceira da direita para a esquerda) e sua medalha de de prata na EGMO 2018

 

Mariana conta que o interesse pela disciplina de matemática e a paixão por resolver questões surgiu aos 12 anos, quando ela cursava o 7º ano do ensino gundamental na Escola Estadual Cardeal Roncalli, em Frederico Westphalen (RS). 

Em abril de 2017, a estudante trouxe para o Brasil a medalha de bronze conquistada durante a Olimpíada Europeia de Matemática que ocorreu em Zurique, na Suíça. No ano seguinte, a adolescente ganhou outra medalha de bronze e uma menção honrosa, ocupando a segunda melhor colocação da América Latina no ranking de equipes.

“A Mariana sempre foi muito autônoma e serviu de exemplo para muitos alunos dentro da escola. Além de inteligente e muito determinada, ela incentivava os outros alunos”, recorda a ex-diretora da Escola Estadual Cardeal Roncalli, em Frederico Westphalen.

Roze ressalta que mesmo com a falta de investimentos, a escola continua sendo referência para muitos alunos na região. “A qualidade da instituição e o incentivo dos professores e pais fazem com que muitos dos nossos alunos se tornem medalhistas. Mesmo com os salários atrasados, o nosso compromisso é com a sociedade, com nossos estudantes”, diz ela. “Não há prêmio mais gratificante do que ter nossos alunos reconhecidos pelos estudos.”

De acordo com a atual direção da escola, em 2018, 15 alunos do ensino fundamental e médio conquistaram medalhas na disputa de olimpíadas regionais e nacional nas áreas de matemática, química, física, astronomia e robótica.

A seleção brasileira de alunas que vão disputar medalha em Kiev conta ainda com as alunas do ensino médio: Ana Beatriz Cavalcante Pires de Castro Studart, de Fortaleza, Maria Clara de Lacerda Werneck, do Rio de Janeiro, e Bruna Arisa Shoji Nakamura, de Indaiatuba (SP).

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