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25 de abril de 2018, 13:50h

Coluna de Marcelo Viana na Folha é publicada no impresso

 
Leia aqui a coluna publicada nesta quarta-feira.
 

Há pouco mais de um ano, quando o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, estreou uma coluna no site da Folha de S. Paulo, afirmou ter como expectativa “desmistificar a matemática como assunto chato, difícil ou sem graça”.

Considerando o interesse despertado pelos “encontros virtuais” com o leitor às sextas-feiras, ao longo de 61 colunas sobre temas diversos, pode-se dizer que o público já descobriu o lado fascinante do tema. Por isso, a partir desta quarta-feira (25), os textos serão publicados também na edição impressa do periódico, e agora sempre às quartas-feiras.

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Desde que assumiu o desafio de mostrar ao público em geral a relevância da matemática como instrumento para o desenvolvimento humano e geração de riqueza para os países, Viana procurou mostrar o lado divertido e curioso da disciplina. Para isso, alternou textos sobre a história da matemática com questões inquietantes que a ciência desperta.

Em três de março de 2017, ao inaugurar o espaço de interlocução com o leitor, Viana perguntava: “Quanto vale a matemática para o Brasil?” Na época, citando pesquisa no Reino Unido sobre o potencial de impacto econômico da disciplina, destacou que o Brasil deixa de produzir parte do R$ 1 trilhão de reais anuais quando não dá a devida atenção à capacitação matemática e científica.

Viana enfatizou, em diversas oportunidades, os valores que não podem ser quantificados. Mostrou como a matemática é condição para a cidadania e citou o universo de oportunidades que se abre quando as crianças, que tanto se encantam com a matemática, crescem em um ambiente onde ela não é considerada um bicho-de-sete-cabeças.

De todos os assuntos abordados, o que mais atenção do público foi um passeio no tempo. Na coluna “Questão matemática mais famosa esperou mais de 300 anos por solução”, de 19 de janeiro, Viana leva o leitor de volta a 1637, para um encontro com Pierre de Fermat, que dizia ter encontrado a prova para uma equação cuja origem está no famoso teorema de Pitágoras. Diante da margem estreita do livro que o matemática tinha em mãos, o público foi obrigado a esperar por alguém tão brilhante quanto o francês.

Questões relacionadas ao ensino da matemática no Brasil e à Ciência de maneira geral também chamaram muito a atenção do leitor. Após o texto sobre Fermat, outro texto muito popular relatava a importância dos professores de matemática e como eles inspiram e moldam destinos. Marcelo Viana não deixou de falar sobre o orçamento exíguo para a Ciência e as dificuldades de formação dos professores no país.

Na coluna de estreia, Viana escrevera: “Não há melhor momento para apostar no futuro do que este, em que o Brasil celebra o Biênio da Matemática 2017-2018, sediando a Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) e o Congresso Internacional de Matemáticos ICM), os mais prestigiosos eventos mundiais na área”.

A IMO foi realizada com sucesso no ano passado, e o IMPA está a todo vapor na organização do ICM, em agosto. Além disso, o Brasil agora integra a elite mundial em pesquisa matemática. Há muito assunto pela frente. Sem mística. E com graça.

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