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Ciência tenta explicar interação de forças na bicicleta

 

Se você já andou de bicicleta e não caiu, pode se sentir minimamente orgulhoso. Você efetivamente conseguiu fazer algo que nem a Matemática e a Física sabem explicar muito bem. Afinal, como funciona uma magrela?

Essa pergunta simples esconde o quão complexa é a geometria e a física das bicicletas. Desde que elas foram popularizadas, a partir da metade do século XIX, o seu design pouco mudou, de tão eficiente que é.

As primeiras análises matemáticas a respeito foram desenvolvidas nesse mesmo período sem, porém, desvendar como uma bicicleta consegue se equilibrar sozinha em algumas situações – imagine uma bike rodando sozinha após uma descida.

Uma das principais interpretações apontava como responsável o efeito precessivo giroscópico na roda da frente, que é, basicamente, um  fenômeno físico que consiste na mudança do eixo de rotação de um objeto. Em 2011, porém, um grupo de pesquisadores criou um protótipo de bicicleta que se autossustentava anulando esse efeito.

Em artigo publicado na prestigiosa revista Science, esses cientistas observam que, ainda assim, a variável de força giroscópica continua sendo importante para a compreensão do fenômeno. Mas destacam que outros parâmetros devem ser levados em conta, especialmente a distribuição da massa na frente da bike. “Todas essas forças interagem de um modo muito complexo”, concluem.

Quem sabe isso não dá uma pista para um design novo de bicicleta?

Para saber mais