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31 de julho de 2017, 14:59h

Brasil conquista quatro medalhas na CPLP

Brasileiros recebem as medalhas de ouro ao lado dos concorrentes portugueses

A equipe brasileira conquistou quatro medalhas em sua participação na 7ª Olimpíada de Matemática da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), no Porto, em Portugal. Pedro Gomes Cabral, de Recife (PE), e Gabriel Ribeiro Paiva, de Fortaleza (CE), ganharam ouro; André Hiroshi Koga, de Guarulhos (SP), e Eduardo Quirino de Oliveira, de Brasília (DF), prata. Com o resultado, o Brasil ficou em primeiro lugar na competição.

A competição reuniu países lusófonos, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O Brasil participou de todas as edições e sediou o torneio em 2012 e 2016. Agora, soma 11 ouros, 16 pratas e um bronze na CPLP.

André Koga e Eduardo Quirino com a prata no peito

Ouro perfeito

O destaque da equipe nacional foi Gabriel Paiva, que gabaritou a prova, conquistando o “ouro perfeito”. “A experiência foi incrível. Fizemos novas amizades e conhecemos diferentes culturas. Sempre vou para qualquer prova pensando em gabaritá-la, mas nunca tinha conquistado esse feito em uma prova olímpica. Isso mostra o quanto valeu a pena todo o esforço e dedicação”, disse Gabriel.

Com a prata no peito, André Koga relembrou a dedicação aos estudos. “Quando ganho uma medalha, sinto como se todo o meu esforço tivesse sido pago. A medalha é fruto de todo o estudo antes da prova. Muitas vezes, a principal batalha vem antes da prova, quando estudamos. É muito gratificante saber que estamos incentivando vários outros jovens a seguirem também esse caminho.”

Pedro viveu dias de tensão até saber o resultado na cerimônia de premiação. Após errar o que ele chama de “besteirinha no problema 6”, não sabia se levaria uma medalha. “Foram dois dias de muita ansiedade. Começou a premiação e entregaram todas as de bronze e de prata. Aí comecei a comemorar muito com o Gabriel [porque sabia que era ouro]. Foi uma explosão de felicidade! É muito bom conseguir um resultado desses depois de tanto estudo e dedicação.”

Para Eduardo Quirino, participar de uma olimpíada de matemática é vivenciar muitas emoções. “A felicidade de fazer um problema difícil, a expectativa da prova e, é claro, a hora da premiação, quando ouve seu nome e vai receber a medalha.”