Navegar

7 de agosto de 2018, 18:58h

Biblioteca Digital de Matemática quer organizar conhecimento


Há no mundo mais de 4,5 milhões de documentos de literatura matemática em diversas línguas. A cada ano, novos 140 mil artigos ou similares são incorporados a esse total. Para organizar o material, a International Mathematical Knowledge Trust (IMKT) tem como objetivo criar uma base de dados de conhecimento da Matemática para ser acessado por pessoas e softwares no mundo todo. O esforço é feito com inúmeros parceiros que se comprometem com a política do Open Data. As bibliotecas digitais de Matemática foram tema de painel da IMU (União Mundial de Matemática) no Congresso Internacional dos Matemáticos (ICM 2018).

Membro do conselho da IMKT e o reitor da Universidade de Waterloo, Stephen Watt destacou que o conhecimento da Matemática é diferente do de outros campos. Por isso, foi criado o grupo de trabalho Global Digital Mathematics Library Working Group (GDML WG), que faz parte da IMU.  “Há muitos grupos trabalhando com repositório de artigos, mas de forma independente. Temos que interessar as pessoas em participar desse movimento”, defendeu.

Leia também: ‘Toda prova matemática deve ser compreensível e verificável’
“Frontman” da matemática, Cédric Villani dá autógrafos
Tadashi Tokieda faz um convite à brincadeira

Um dos desafios encontrados diz respeito ao pagamento para leitura de artigos. De acordo com Thierry Bouche (Universidade de Grenoble Alpes/França), os matemáticos têm visão favorável ao acesso aberto, mas não necessariamente sem custo. Ele entende que a relação das editoras que hoje cobram por artigos vai ter que mudar.

A professora Liu Zheng trouxe a experiência da China, onde não há ainda uma biblioteca que concentre o material da disciplina. Ela sugere a necessidade de, entre outras coisas, disponibilizar a pesquisa chinesa na internet, onde colegas de outros países possam acessar os resultados para entender o progresso de estudos similares. Da Colômbia, o professor Alf Onshuus expôs a perspectiva de países em desenvolvimento. Gadadhar Misra expôs as propostas da Índia. Patrick Ion, da Universidade de Londres.