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De norte a sul, paixão pelos números impera

O que une um rapaz da zona sul do Rio e uma moça da zona rural que passou oito anos como noviça, pergunta a reportagem da BBC Brasil publicada no dia 1º de maio. A paixão por números. O texto revela que o garoto é Artur Avila, que se transformou no primeiro brasileiro ganhador da medalha Fields, uma espécie de Nobel para matemáticos até 40 anos; e a moça é Lucy Degli Esposti Pereira, que desistiu de ser freira, voltou a estudar e abocanhou quatro medalhas em concursos nacionais. Ambos, porém, são exceção no Brasil, que ainda apresenta resultados insatisfatórios nos exames internacionais de Matemática.

Em 2015, informa a reportagem, a nota média dos brasileiros em Matemática no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) – realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – foi de 377 pontos, significativamente inferior à média da OCDE (490), que reúne as economias mais desenvolvidas do mundo. E, embora a nota na área tenha subido 21 pontos de 2003 a 2015, caiu 11 pontos no intervalo entre os dois últimos exames (2012-2015). No ranking geral do PISA, o Brasil ficou em 63º lugar entre 70 países participantes.

À BBC, o diretor do IMPA, Marcelo Viana, destaca os avanços registrados nos últimos anos, mas observa que as histórias de sucesso ainda convivem com o problema crônico do ensino da disciplina. Ele critica especialmente o que chama de “ensino massificador e chato”, baseado apenas na memorização de fórmulas e na imposição de conteúdo.

O texto traz outros casos de sucesso, como a da engenheira carioca Alessandra Yoko Portella, e do matemático Sandoel Vieira, do Piauí, doutorando do IMPA. E destaca os eventos do Biênio da Matemática no Brasil, como a Olimpíada Internacional de Matemática, neste ano, e o Congresso Internacional de Matemáticos em 2018.

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