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Conectividade não garante cooperação, afirma estudo

 
 
É senso comum dizer que as redes sociais reaproximam amigos e facilitam o entendimento linguístico e cultural de populações distintas. E matematicamente? Para descobrir isso, cientistas da Universidade de Harvard e do Emmanuel College, nos Estados Unidos, desenvolveram um algoritmo que demonstra ser possível predizer se uma estrutura social pode favorecer ou não a cooperação. E, para surpresa de muitos, os resultados do estudo revelam que uma relação forte entre pessoas próximas, e não uma rede de conexões espalhadas pelo mundo, é mais interessante à sociedade.
 
Um dos autores do estudo, o professor de Matemática Martin Nowak disse à Harvard Gazzete que é possível assim começar a compreender a proporção crítica do custo-benefício da cooperação em estruturas populacionais fixas: “Esse é um argumento matemático para famílias estáveis e amizades estáveis.” 
 
Isso significa que “mais conectividade não irá necessariamente promover pessoas sendo boas uma com as outras”, declarou Benjamin Allen, professor assistente de Matemática do Emmanuel College, que ressalvou: “Não que as conexões globais sejam ruins, mas elas não substituem um número pequeno de conexões locais fortes.”
 
Para ver o estudo original em inglês veja aqui