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19 de maio de 2017, 09:59h

A escola e seus problemas começaram há milênios

As escolas sumérias nasceram da necessidade de ensinar a escrita aos jovens que trabalhariam na administração do palácio real e do templo, as duas grandes fontes de poder. Mas muitas outras matérias foram ensinadas, como teologia, matemática, geografia, zoologia, botânica, geologia, gramática e linguística. As escolas se converteram em algo parecido com centros de pesquisa e de criação literária.

Ao que sabemos, o ensino era pago e, portanto, estava essencialmente restrito aos filhos dos mais poderosos. Homens apenas. À frente da escola estava um professor, auxiliado por alguns assistentes: “encarregado do sumério”, “encarregado do desenho”, não sabemos se havia um “encarregado da matemática”. Mas diversos documentos permitem entender os conteúdos curriculares da matemática e demais disciplinas. O horário era integral: o aluno entrava na escola ao amanhecer e saía ao pôr-do-sol. A aprendizagem era baseada na repetição e memorização. Quanto ao método pedagógico, bastará dizer que um dos assistentes era o “encarregado do chicote”

Na verdade, professores e assistentes eram mal pagos e, naturalmente, viviam com fome e mal-humorados –o que os tornava ainda mais propensos ao uso do chicote. Numa das tábuas de argila encontradas, um estudante, cansado de apanhar, suplica aos pais que convidem o professor para jantar em casa, sirvam uma boa refeição e lhe deem de presente uma túnica nova, para que fique feliz com o desempenho do infeliz aluno na escola. É provavelmente o primeiro caso (documentado) de tentativa de corrupção na história

Para ler na íntegra acesse o site do jornal:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloviana/2017/05/1885350-a-escola-e-seus-problemas-comecaram-ha-milenios.shtml

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