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MOI inicia 2026 com encontro de alinhamento e expansão do projeto

O projeto Meninas Olímpicas do IMPA (MOI) começou 2026 em ritmo de expansão. Nesta quarta-feira (4), a coordenação da iniciativa se reuniu, na sede do IMPA, com novos parceiros que vão iniciar a implementação este ano. Representantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e da rede municipal de São Francisco de Itabapoana (RJ) participaram do encontro, que apresentou o projeto, seu histórico e fundamentos pedagógicos.

“O MOI não é um projeto que visita a escola, faz experiências e promove diversão. Nós realmente temos a intenção de mudar a vida dessas alunas, dessas meninas. Nós não passamos pela vida delas, nós ficamos na vida delas. Costumo dizer que uma vez MOI para sempre MOI. O que queremos é que as meninas carreguem o MOI e a confiança nelas mesmas”, disse Letícia Rangel, coordenadora do MOI. 

Letícia Rangel

O alinhamento do MOI com a Agenda 2030 da ONU também foi reforçado, especialmente no que diz respeito à igualdade de gênero e à promoção de uma educação inclusiva e de qualidade. O projeto destaca o papel da escola como espaço fundamental para romper barreiras históricas que afastam meninas das áreas de exatas.

“Nós somos várias escolas, mas não somos vários projetos, somos um único projeto. O que nos une são os princípios e aquilo em que acreditamos”, reforçou Letícia

Novas parceiros do MOI

Na parte da tarde, a reunião foi dedicada a um alinhamento geral com participantes recém-ingressos e com aqueles que já atuam no projeto. O encontro abordou a organização interna do MOI, o processo de expansão, a formação docente e o uso de ferramentas colaborativas previstas para 2026.

“O MOI tem sido uma experiência social muito forte, porque eu vejo como muitas meninas têm o seu potencial escondido por fatores históricos e sociais. Através do MOI e do IMPA, estou mostrando para elas que é possível conquistar caminhos incríveis”, contou Bianca Paulino, licencianda MOI que atua na Escola Municipal Miguel Nunes Barbosa.

Bianca Paulino



O impacto do MOI na trajetória acadêmica e pessoal das participantes também foi destacado pela estudante de Sistemas de Informação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Estrela Nascimento, que atualmente participa da Escola de Verão do IMPA.

“Esse projeto, que fiz por mais ou menos dois anos, foi o lugar onde me senti acolhida para entrar na área de STEAM, então foi muito importante para a minha decisão de carreira, do que eu ia seguir. Estou aprendendo muito no curso de Verão e só tenho a agradecer ao MOI por me apresentar tantas oportunidades”, relatou.

Estrela Nascimento

A expectativa é que 2026 fique marcado pelo fortalecimento e crescimento do projeto, com a expansão de seus princípios fundadores: trabalho colaborativo, formação contínua, presença da universidade na escola e compromisso com a igualdade de gênero na educação. “Quanto mais o MOI contaminar, melhor — desde que a gente mantenha a unidade, os princípios e o propósito”, afirmou Letícia.