Medalhistas da Mirim se preparam para a 1ª fase da 21ª OBMEP
Mais do que medalhas e premiações, a Olimpíada Mirim-OBMEP tem despertado nas crianças o interesse pela matemática, o gosto por desafios e a confiança no próprio potencial. Para os medalhistas Sofia Dutra e Lucca Azeredo, ambos com 11 anos, a experiência com a prova foi divertida, estimulante e transformadora.
Medalhista de ouro em duas edições da Olimpíada Mirim e também premiada na Olimpíada de Matemática do Estado do Rio de Janeiro (OMERJ), Sofia afirma que a competição teve papel importante em seu desenvolvimento acadêmico e na forma como passou a enxergar a matemática.
“A prova da Mirim tem uma estrutura diferente das outras provas e aprendi coisas que uso em outras olimpíadas também”, conta a estudante, que atualmente cursa o 6º ano e vai participar pela primeira vez da OBMEP.
Para ela, um dos principais diferenciais da Olimpíada é a maneira criativa como as questões são apresentadas. “Quando a gente faz OBMEP Mirim ou estuda para a OBMEP, a gente entra no mundo das histórias que eles contam. Você consegue calcular e pensar de maneira divertida e interessante. A prova dá prazer de fazer”, afirma.
Acostumada a estudar por meio de bancos de questões e provas anteriores, ela também compartilha uma dica para quem pretende participar da competição. “Sempre falo para todo mundo: você tem que entender o jeito da prova, porque ela tem um jeito próprio.”
A mãe da estudante, Cristina Dutra, de 42 anos, acredita que a Olimpíada Mirim ajudou a fortalecer a autoconfiança da filha desde cedo. “Sofia começou a acreditar nela mesma muito nova. A competição mostrou que ela podia ter grandes conquistas e abriu novos horizontes para ela”, diz.
Segundo Cristina, o interesse da filha pela lógica apareceu ainda na infância. “Ela sempre gostou de desafios e queria aprender além do que era ensinado na escola. A olimpíada ajudou muito a estimular isso.”
Para ela, a iniciativa vai além do desempenho acadêmico. “Mesmo quem ainda não conhece olimpíadas deveria participar pela experiência. A criança começa a perceber o próprio potencial, ganha confiança e passa a acreditar que pode ir mais longe”, completa.
Quem compartilha dessa percepção é Lucca Bianco Azeredo, de 11 anos, medalhista de bronze no 4º ano e prata no 5º ano da Olimpíada Mirim. Atualmente, ele também estuda para o nível 1 da 21ª OBMEP. Para Lucca, tanto a Mirim quanto a OBMEP são uma oportunidade de enfrentar desafios diferentes daqueles encontrados na escola.
“Acho que a Olimpíada é uma boa forma de desafiar alunos, tanto da escola pública quanto da privada. Diferente das provas da escola, tem cálculo, lógica e um jeito diferente de pensar”, afirma.
Apaixonado por matemática desde pequeno, Lucca conta que a disciplina sempre fez parte da sua rotina. “Sempre gostei. Desde o maternal, quando comecei a aprender”, diz o estudante, que já tem novas metas para as próximas competições. “Estou estudando e me preparando. Quero prata para cima na OBMEP.”
A mãe dele, a advogada Michelle Bianco, de 47 anos, destaca o impacto positivo da Olimpíada na motivação e nos hábitos de estudo do filho. “O Lucca gosta de ser desafiado. As medalhas e os objetivos fazem com que ele queira aprender mais. A Olimpíada desperta essa vontade de superaração”, comenta.
Michelle também observa que a competição estimula a autonomia das crianças nos estudos. “As questões são diferenciadas e despertam curiosidade. Ele pesquisa sozinho, faz banco de questões e cria uma rotina própria de estudos. Isso faz muita diferença.”
Realizada desde 2022 pelo IMPA, a Olimpíada Mirim está com inscrições abertas até 8 de junho. Voltada para alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental, a iniciativa busca despertar o interesse pela matemática de forma lúdica e criativa, incentivando crianças de todo o país a desenvolverem raciocínio lógico, autonomia nos estudos e confiança para enfrentar novos desafios. As inscrições para a Olimpíada Mirim-OBMEP são feitas exclusivamente pelas instituições de ensino ou pelas secretarias de educação no site oficial. Acesse aqui.