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Álbum da Copa pode custar mais de R$ 7 mil, estima pesquisador

A poucos meses da Copa do Mundo de 2026, a tradicional febre das figurinhas já começou e, junto com ela, as contas para descobrir quanto custa completar o álbum. O tema ganhou destaque na imprensa com análises do pesquisador do IMPA Milton Jara, entrevistado por veículos como a CNN Brasil e o Estadão.

Nas entrevistas, o matemático explicou como a teoria das probabilidades ajuda a entender por que completar o álbum sem trocar figurinhas pode se tornar uma missão cara e extremamente improvável.

Segundo os cálculos apresentados por Jara à CNN Brasil, um colecionador precisaria comprar, em média, cerca de 6.750 figurinhas para completar sozinho o álbum da Copa de 2026, o equivalente a aproximadamente 964 pacotinhos.

“A chance é um número astronômico”, afirmou o pesquisador ao comparar a probabilidade de completar o álbum sem repetir cromos com a de ganhar na Mega da Virada. “É infinitamente mais fácil ganhar na Mega da Virada”, brincou.

Em entrevista ao Estadão, Jara também detalhou como o aumento do número de seleções nesta edição impacta diretamente o custo final da coleção. A Copa de 2026 terá 48 equipes participantes e um álbum com 980 figurinhas – o maior da história do torneio.

Segundo o pesquisador, completar o álbum pode ultrapassar R$ 7 mil, dependendo da estratégia adotada pelo colecionador e da quantidade de trocas realizadas.

Um dos conceitos matemáticos usados para entender o fenômeno das figurinhas é o das Cadeias de Markov, modelo que descreve processos aleatórios em que a probabilidade de um evento depende apenas do estado atual do sistema.

À medida que o álbum vai sendo preenchido, encontrar uma figurinha inédita se torna mais difícil — exatamente o tipo de comportamento estudado pela matemática das probabilidades.