‘IMPA é nossa joia da coroa’, diz Ronaldo Lemos, colunista da Folha
"O IMPA é nossa joia da coroa". É assim que o colunista Ronaldo Lemos define o papel do Instituto na trajetória da matemática brasileira em sua coluna "Brasil é potência na matemática, mas fracasso no ensino básico", publicada neste domingo (5) pela Folha de S.Paulo. O texto analisa o contraste entre a posição de destaque do Brasil na pesquisa matemática internacional e os desafios persistentes da aprendizagem da disciplina na educação básica, destacando a contribuição do IMPA para a consolidação do país entre as principais referências mundiais na área.
A coluna destaca que o Brasil integra, desde 2018, o Grupo 5 da União Matemática Internacional (IMU), categoria que reúne os países de maior excelência em pesquisa matemática. Ao lado de Alemanha, China, Estados Unidos e França, o Brasil é o único representante do hemisfério Sul no grupo. Para Lemos, esse reconhecimento é resultado de um trabalho construído ao longo de décadas por instituições como a PUC-Rio, o IME, o ITA e “sobretudo o IMPA”.
Entre os destaques da publicação está a criação do IMPA Tech Nordeste, nova unidade da graduação do Instituto em Teresina (PI). A iniciativa é apresentada como uma estratégia para ampliar oportunidades de formação na região Nordeste, responsável por um quarto das medalhas conquistadas na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas).
A coluna também dedica espaço à OBMEP, descrita como a maior olimpíada de matemática do mundo. Em 2025, a competição reuniu 18,6 milhões de estudantes de praticamente todos os municípios brasileiros, funcionando como uma ampla rede de identificação e desenvolvimento de talentos. O texto destaca ainda que os medalhistas podem ingressar no programa de iniciação científica do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), fortalecendo uma trajetória que frequentemente passa pelo IMPA.
O colunista também sugere a criação de uma categoria voltada ao uso de inteligência artificial na OBMEP e ressalta que o maior desafio do país continua sendo reduzir a distância entre a excelência na pesquisa e os indicadores de aprendizagem na educação básica. "Somos sim o país da matemática no topo, mas somos um deserto na base", afirma.
A íntegra da coluna está disponível no site da Folha de S.Paulo.