‘A nossa motivação é a inovação’, diz Velho sobre publicação de livro
“A nossa motivação é a inovação”, afirmou o pesquisador do IMPA Luiz Velho sobre o lançamento do livro “Realidade Expandida: novas mídias e IA”, nesta quinta-feira (7), no Rio de Janeiro. Em formato físico e digital, o livro aborda avanços em pesquisas em novas tecnologias e mídias, como metaversos, realidade expandida, IA e agentes virtuais. Para participar do lançamento, inscreva-se neste link.
Financiado pela Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), a obra nasceu como um relatório da pesquisa “IMPA: um locus de experimentação para realidade expandida em espaços midiáticos compartilhados”, iniciada em 2020 pela parceria entre o Centro Pi (Centro de Projetos e Inovação IMPA) e o Visgraf (Laboratório de Visão e Computação Gráfica do IMPA). Ao longo dos cinco anos de pesquisa, o projeto ganhou mais um núcleo de pesquisa, o Departamento de Artes e Design PUC-Rio. Outros laboratórios também se uniram à iniciativa: Laboratório de Processamento de Imagem Digital (LAPID) do Museu Nacional; BIODESIGN LAB, da PUC-Rio; ABC Cursos de Cinema e VFXRio Live.
“Fazer pesquisa é enxergar uma direção e ir fazendo, descobrindo. O legal que eu acho da gente fazer pesquisa é ver o que tem de interessante para explorar como inovação, considerando o que vai ser bom para a sociedade. Começamos a explorar aquilo e vamos descobrindo coisas novas. Nesse trabalho, esse foi o nosso intuito. A nossa motivação é inovação. A gente sabe uma direção, sabemos que o mundo está indo para isso, e a gente trabalha exatamente nessas áreas”, explicou Velho.
Em 2020, o projeto nasceu com o objetivo de caminhar junto da revolução digital e computacional que eclodia na sociedade. Os pesquisadores apostaram na matemática — como base dessa revolução — para pensar as novas mídias e, especialmente, a velocidade das mudanças tecnológicas e digitais.
Para isso, foram escolhidas três grandes áreas de atuação: patrimônio científico-cultural; medicina e audiovisual. Os campos de aplicação são baseados em três engrenagens principais.
A primeira aplicação contempla novas mídias, trabalhando noções de modelagem matemática, digitalização 3D e criação de mundos virtuais. O objetivo foi a reconstrução de artefatos por meio de tecnologias digitais e a visualização deles em Realidade Expandida. A temática principal trabalhada foi o Egito Antigo, em projetos variados. O “V-Horus 1.0” previu a reconstrução de uma múmia que viveu há cerca de 2.000 anos no Egito; já o “Neferhotep 360” é um filme imersivo de 360 graus que transporta o espectador para o interior da tumba tebana 49 (TT49).
A segunda linha propõe aplicações de realidade aumentada e medicina, por meio de experiências com medicina fetal; ressonância magnética fetal; demonstrações com a vacina Astrazeneca e projeção 3D de ultrassonografia em gestante.
Na última aplicação, em audiovisual, os pesquisadores trabalharam em uma plataforma que integra formas de entretenimento tradicionais (dança, teatro e cinema), com recursos avançados de mídias interativas (realidade virtual e jogos). A pesquisa em dança foi o carro-chefe desse campo, através da documentação das técnicas de captura de movimento (MoCap) e experimentos com coreografia multi-modal.
Em 359 páginas, o livro promove experiências interativas de realidade aumentada, realidade virtual nos formatos físico e digital. O trabalho rendeu também uma rica produção científica, dividida em três teses de mestrado, uma de doutorado, quatro artigos científicos, quatro palestras e cinco relatórios técnicos.
Assinam a obra, além de Velho, Heron Werner, Jorge Lopes e Sergio Azevedo. O lançamento vai ser nesta quinta-feira (7), às 19h, no auditório Alta Botafogo (Rua Voluntário da Pátria, 423). Inscreva-se neste link.
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