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9 de May de 2018, 12:55h

Manfredo do Carmo foi o professor de todos os geômetras

Reprodução da coluna de Marcelo Viana na Folha de S. Paulo

Um colega escreveu para expressar pesar pela morte em 30 de abril do “professor dos estudantes de geometria do mundo todo”. Eu me incluo: estava no terceiro ano da graduação, na Universidade do Porto, quando ouvi falar de Manfredo do Carmo, por meio de seu “Geometria diferencial de curvas e superfícies”. É um desses livros que simplesmente não há como melhorar.

Escreveu outros. No doutorado conheci “Geometria Riemanniana”, sobre a matemática da relatividade geral, outra obra definitiva, também traduzida para várias línguas.

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Depois fui aprendendo sobre o próprio Manfredo, tanto diretamente quanto por amigos comuns, especialmente seu aluno e colaborador Hilário Alencar, quase um filho. Assim cheguei a conhecer um pouco do homem por trás do matemático.

O americano Blaine Lawson, grande especialista da área, escreveu que “sua liderança intelectual e devoção incansável criaram no Brasil uma das melhores escolas de geometria diferencial do mundo. […] Todos fomos cativados por seu encanto, sua sabedoria e sua gentileza”. Fernando Codá, outro discípulo alagoano confirma: “As conversas com ele eram sempre bem-humoradas e cheias de uma sabedoria fina”. 

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