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26 de October de 2018, 14:35h

Fátima Bernardes mostra mulheres destacadas na Ciência

Na edição de terça-feira (23), o programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da TV Globo, falou sobre as mulheres que estão quebrando barreiras e se destacando em áreas científicas que eram dominadas pelos homens.

O repórter Lair Rennó esteve no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) para mostrar que o cenário está mudando, mas as mulheres ainda são minoria nos centros de pesquisa. Assista ao vídeo aqui.

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Confira a transcrição do programa:

Dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), vinculado ao MEC, mostram que aumentou o número de mulheres produzindo ciência no país, mas na área das ciências exatas, 75% das publicações científicas ainda são de homens.

Esta é a sede do IMPA, no Rio de Janeiro, uma referência internacional no estudo e pesquisa da matemática. Uma característica em sala de aula chama a atenção: a cada dez alunos, apenas duas mulheres.

Por que você acha que esse universo de maioria masculina, com 80% de alunos homens?

– Acho que é cultural. Até muito tempo atrás as mulheres eram proibidas de fazer Matemática e acho que a gente sente isso, comenta Cynthia Bortolotto.

– A forma como os pais educam seus filhos, incentivam as meninas a brincar mais com as panelinhas, ao lado mais humano, a querer cozinhar e explorar o lado artístico, às vezes você taxa as exatas como coisa de homem e não tem nada a ver, destaca Tainara Gobetti Borges

Dos 47 professores, só uma mulher a Carolina. Como é para você lecionar diante de tantos homens como colegas?

– Eu, pessoalmente, fico incomodada com esta situação. Entendo que essa discrepância é muito ruim para a ciência e é algo que a gente tem de modificar, afirma Carolina Araujo.

– Imagina que você entrou na faculdade agora e tem 16 anos, 17 anos, e se interessou por uma área de pesquisa. Você chega no seminário e todo mundo é homem. Você entra na sala e pensa: eu claramente não pertenço a este lugar, diz Julia Domingues Lemos.

– Isso tem que acabar. A pessoa tem que fazer o que gosta e tem de se criar um ambiente para a pessoa se sentir confortável para fazer o que gosta, comenta o aluno Ricardo Carlos Freire.

– Acaba tendo poucos modelos para as nossas alunas, para elas poderem se inspirar, para verem que pertencem àquele ambiente, que não é só masculino e que as mulheres também estão lá e têm de ocupar, relata a professora Jaqueline Godoy Mesquita, da UnB.

– Ao longo dos últimos anos não tenho percebido um aumento de estudantes mulheres nos cursos de graduação. Acho que é algo que devemos trabalhar mais ativamente para construir essa mudança. Espero que nas próximas gerações a gente consiga ir melhorando essa estatística, conclui Carolina.

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